Na manhã de quinta-feira, 7 de maio, o CIESP Campinas recebeu empresários, gestores e conselheiros para o encontro “Empresa familiar: como garantir que o negócio sobreviva às transições de geração”. O evento reuniu experiências reais, reflexões práticas e orientações sobre um dos temas mais sensíveis da governança corporativa: a sucessão em empresas familiares.
A proposta do encontro foi abordar, de forma direta e aplicada, os desafios que envolvem a continuidade dos negócios ao longo das gerações, destacando a importância do planejamento sucessório, da organização da governança e, principalmente, da preservação da harmonia entre família e empresa.
Durante o debate, os participantes puderam compreender que a sucessão não é um evento pontual, mas um processo contínuo que exige preparação da empresa, dos herdeiros ou da ausência deles e da própria família empresária.
O painel contou com a participação de Braulio Steffanelo, CEO e membro do Conselho de Administração do Grupo Rentank, que compartilhou a vivência de estar à frente da segunda geração de uma holding com mais de 35 anos de atuação nos setores de transporte, logística e armazenamento industrial. Sua fala trouxe a perspectiva prática de quem vive diariamente os desafios da continuidade familiar no ambiente corporativo.
Também integrou o debate Mauricio Siqueira, conselheiro de administração independente com cinco décadas de experiência em governança corporativa e empresas familiares. Com uma trajetória marcada pela liderança executiva em negócio familiar como segunda geração, ele apresentou os dois lados da sucessão: o de quem sucede e o de quem é sucedido.
A mediação foi conduzida por Rita Duarte, conselheira do CIESP Campinas, e Luciano Menegasso, diretor da C&S Projetos e Mercado Ltda., que também já vivenciou a sucessão sob as duas perspectivas. A condução do diálogo favoreceu a troca de experiências e aproximou o tema da realidade dos empresários presentes.
Entre os principais pontos discutidos estiveram as estratégias para estruturar a sucessão, os conflitos mais recorrentes nas empresas familiares, a importância de regras claras de governança e a necessidade de preparar a organização para prosperar além da figura dos fundadores.
