Você esta usando um navegador desatualizado. Para uma experiência de navegação mais rápida e segura, atualize gratuitamente hoje mesmo.
  • calendar_month
  • update
  • share Compartilhe

Aos 83 anos, dona Erieta Mendes de Brito Francesconi é o retrato da mulher que venceu o tempo e os estigmas sociais com coragem, dignidade e sensibilidade. Mãe de três filhos — a psicóloga Carla Maria Francesconi, a médica oftalmologista Cláudia Maria Francesconi Benício e o engenheiro de produção Vandermir Francesconi Júnior, vice-presidente do CIESP Estadual — ela equilibrou com maestria a rotina de trabalho e a maternidade em uma época em que esse desafio ainda era encarado com desconfiança pela sociedade. “Se eu lhes disser que foi fácil, não foi. Não só pela jornada dupla, mas também pelos aspectos emocionais e sociais: você está abandonando seus filhos, sua casa”, conta dona Erieta. “Mas eu sabia que uma mulher realizada em seus sonhos seria uma mãe melhor, uma companhia mais alegre, uma presença mais presente”, completa. Dona Erieta reuniu a família para comemorar aniversário de casamento Para além do cuidado com os filhos, ela buscou se destacar profissionalmente, enfrentando o desafio comum a tantas mulheres: provar competência em um ambiente que ainda questionava seu lugar fora do lar. “Muitas vezes me custava horas de sono, mas eu procurava me atualizar sempre e ser boa naquilo que fazia”, destaca. Criada em um lar que incentivava o estudo e a independência feminina, encontrou forças para lutar. “Meus pais sempre diziam: a mulher deve-se dar mais oportunidades de estudo, pois, sua vida é mais sacrificada. Isso me levava a ir à luta, a não desistir.” Em uma das homenagens que recebeu Ver os filhos trilharem caminhos de sucesso e princípios sólidos é, para ela, a maior recompensa. “Nunca interferimos na escolha de suas profissões, mas deixamos neles, de alguma forma, uma marca, por menor que seja”, conta. Com uma trajetória que começou muito antes dos debates sobre equidade ganharem espaço público, dona Erieta reforça que coragem, responsabilidade e ação são indispensáveis para quem deseja alcançar a independência. “Hoje mais do que nunca não se pode viver emparedada. É preciso ser destemida. O primeiro passo é saber o que se quer. Viver só de ‘ah, se eu tivesse feito…’ é perda de tempo”, aconselha. Ativa e presente, ela continua expandindo horizontes: participa de grupos de pintura, teatro, pilates e voluntariado. “Essas reuniões nos mostram que estamos vivas, atuantes. Pesquisem, ajam, interajam, não desistam e vivam!”, orienta com sabedoria. A campanha Mulheres no Comando, promovida pelo CIESP Jundiaí, destaca trajetórias como a de dona Erieta para inspirar as novas gerações de mulheres a romperem barreiras e assumirem seu espaço. “A dona Erieta representa uma geração que abriu caminho com muito mais esforço e muito menos apoio. Suas palavras carregam sabedoria e mostram que a independência feminina é construída todos os dias, com ação e coragem. Ela é uma inspiração viva para todas nós”, afirma Cida Gibrail, diretora de Responsabilidade Social do CIESP Jundiaí, idealizadora da campanha e presidente do CONFEM (Conselho Superior Feminino). Cíntia Souza – Assessoria de Comunicação – CIESP Jundiaí