O CIESP Jundiaí promoveu, por meio do Departamento Jurídico, um encontro com o tema “Recuperação Judicial e Extrajudicial – Processos, perspectivas e horizontes futuros”. A programação reuniu especialistas para discutir aspectos jurídicos, trabalhistas e de gestão que influenciam a continuidade e a competitividade dos negócios.
Na abertura, o diretor titular do CIESP Jundiaí, Alexandro Zavarizi, destacou a importância de ampliar o acesso dos empresários ao conhecimento e estimular a preparação das organizações diante das mudanças econômicas e regulatórias. “Precisamos disseminar esse conhecimento e criar oportunidades para que mais empresas possam se preparar para os desafios que estão por vir”, ressaltou Alexandro, que também compartilhou a experiência de sua empresa, com a melhoria contínua e o desenvolvimento das lideranças.
A programação do evento começou com a Dra. Marianna Grandolpho, que apresentou os principais aspectos da recuperação judicial e extrajudicial, abordando o funcionamento desses instrumentos, os procedimentos envolvidos e as possibilidades de reorganização para empresas que enfrentam dificuldades financeiras. “Conhecer os mecanismos de recuperação judicial e extrajudicial é importante para que a empresa compreenda as alternativas disponíveis e possa avaliar, com orientação especializada, o caminho mais adequado à sua realidade”, reconheceu.
Já Dra. Nádia Demoliner Lacerda trouxe a perspectiva trabalhista, com destaque para os direitos dos empregados, a classificação dos créditos e os efeitos da recuperação sobre as relações de trabalho. A apresentação mostrou que o processo envolve não apenas a negociação de dívidas, mas também decisões relacionadas à gestão de pessoas e à continuidade das operações. “A recuperação judicial precisa ser compreendida também como uma ferramenta de reorganização empresarial, considerando os direitos dos trabalhadores e as possibilidades de negociação previstas na legislação.”
Diante da preocupação do tema endividamento, dra. Nádia apresentou ainda uma pesquisa que está sendo promovida entre profissionais de RH, pela Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH) e o Comitê RH de Apoio Legislativo (CORHALE), cujas respostas servirão para elaboração do Mapeamento Nacional sobre o Impacto do Endividamento dos trabalhadores. Para participar da pesquisa, clique neste link.
Para Dra. Maria Cristina Mattiolli, desembargadora aposentada, abordou o andamento dos processos trabalhistas durante a recuperação judicial, explicando aspectos relacionados à apuração dos créditos, à habilitação dos valores e às responsabilidades envolvidas. A exposição destacou a importância de compreender a interação entre as esferas trabalhista e empresarial. “É fundamental que as empresas compreendam como os processos trabalhistas se relacionam com a recuperação judicial, para que possam avaliar suas responsabilidades e conduzir as medidas necessárias com segurança jurídica”, explicou.
Para baixar a apresentação jurídica, clique aqui.
Onde a crise começa e como evitá-la
Sob a perspectiva da gestão estratégica, Roberto Franco chamou a atenção para o fato de que uma crise pode começar muito antes de a empresa enfrentar dificuldades financeiras evidentes. Arrogância, falhas na execução da estratégia, ausência de planejamento e demora em reconhecer sinais de alerta podem comprometer os resultados e limitar as alternativas de reação. “Muitas vezes, o problema não está na falta de estratégia, mas na dificuldade de colocá-la em prática. Antecipar riscos, acompanhar indicadores e agir diante dos primeiros sinais são atitudes essenciais para evitar que a crise se agrave”, comentou.
Ele alertou as empresas para a atenção às mudanças de cenário. “As empresas não podem presumir que seu mercado, seus clientes ou seu modelo de negócio permanecerão iguais ao longo do tempo: observar tendências, compreender mudanças no comportamento dos consumidores e antecipar riscos são atitudes importantes para reduzir a vulnerabilidade e evitar que os problemas sejam percebidos apenas quando a crise já está instalada”, reforçou.
A Dra. Maria Athayde ampliou o debate ao apresentar cenários futuros e tendências relacionadas à inteligência artificial, à inovação, às transformações no trabalho e ao desenvolvimento humano. Sua exposição provocou os participantes a questionar práticas consolidadas e a refletir sobre como preparar as empresas para mudanças tecnológicas e sociais.
“Preparar uma empresa para o futuro vai além de adotar novas tecnologias. É preciso desenvolver pessoas, rever critérios de decisão e ter humildade para reconhecer as mudanças, identificar oportunidades e adaptar os negócios”, explicou. Para ela, a qualificação profissional, do pensamento crítico e da capacidade de avaliar informações em um ambiente de rápidas transformações. “A inovação, nessa perspectiva, depende tanto das ferramentas utilizadas quanto da consciência e da responsabilidade com que as organizações fazem suas escolhas”, destacou.
No encerramento, Dra. Elizabeth Broglio, coordenadora e mediadora do encontro, mostrou a preocupação do CIESP Jundiaí em promover a temática do evento, promovendo a disseminação de conhecimento e na aproximação do setor produtivo e profissionais do meio jurídico com os especialistas em questão. “Nosso objetivo, de levar informação qualificada aos empresários, reforça a importância de tratar o conhecimento jurídico como parte das decisões estratégicas das empresas”, destacou. Ela avaliou ainda que a recuperação judicial e extrajudicial são instrumentos importantes, mas é fundamental compreender seus mecanismos, reconhecer os sinais de alerta e buscar orientação antes que as dificuldades se agravem”, completou.
O diretor titular do CIESP Jundiaí, reforçou a intenção de ampliar o alcance das discussões e promover novos encontros para aprofundar os temas apresentados, reconhecendo o esforço e a iniciativa da coordenadora Dra Elizabeth, na condução da programação. “Queremos ampliar a participação e levar esse conhecimento a mais empresas e lideranças. Quanto mais preparados estivermos para analisar cenários, resolver problemas e tomar decisões, maiores serão as condições de transformar desafios em oportunidades”, completou.
A partir do debate sobre segurança jurídica, gestão e inovação, o CIESP Jundiaí contribui para que empresas compreendam melhor os riscos, reconheçam oportunidades e se preparem para os desafios do ambiente de negócios. No próximo dia 24 de novembro, está programado novo evento do Departamento Jurídico para debater a Escala 6 x 1. Não perca, em breve mais informações.
Cíntia Souza - Assessoria de Comunicação - CIESP Jundiaí