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Primeiro encontro do ano abordou mercado cambial, mudanças no COMEX e transição para novos sistemas aduaneiros 

O Departamento de Comércio Exterior do CIESP Jundiaí realizou, na manhã desta semana, sua primeira reunião de 2026, reunindo profissionais da área para discutir temas estratégicos que impactam diretamente as empresas de Jundiaí e região. O encontro foi coordenado por Cileide David, que assume neste ano a coordenação do Grupo de Trabalho de Comércio Exterior, ao lado de Marcio Julio Ribeiro, coordenador interino. 

Na abertura, Marcio deu boas-vindas à nova coordenadora e destacou a relevância institucional do grupo ao longo dos anos. “São quase duas décadas atuando neste grupo e pude ver a relevância do CIESP e da FIESP diante do governo. O prestígio que construímos motivou, inclusive, o convite para estruturar na OAB uma comissão de Direito Aduaneiro. O grupo de Comex do CIESP Jundiaí é um dos maiores do Estado, graças à força das empresas e ao nível dos profissionais que participam”, afirmou, lembrando o protagonismo do grupo durante a pandemia, quando os encontros híbridos ampliaram a participação e fortaleceram a troca de informações. 

Ao assumir a coordenação, Cileide David destacou a honra de liderar um grupo estratégico para o desenvolvimento regional. “A relevância do grupo se reflete nas informações e no conhecimento compartilhado com os profissionais da região. É fundamental que todos conheçam o que o CIESP oferece e como as empresas podem se beneficiar das vantagens de se associar à entidade.” Após a exibição do vídeo institucional, a coordenadora reforçou o papel do CIESP no apoio às empresas e na disseminação de conhecimento técnico. 

Primeira reunião do Comex marca a nova coordenação do departamento de Comércio Exterior

Mercado cambial: proteção contra volatilidade 

A primeira palestra abordou o tema Mercado Cambial, com Gilmar Sepe Junior e Claudia Martins, em parceria entre a AGK Corretora e o Banco Rendimento. O destaque foi o NDF (Non-Deliverable Forward), contrato derivativo utilizado para proteção contra a volatilidade cambial. 

Segundo os especialistas, o NDF permite proteger o caixa da empresa sem a entrega física da moeda estrangeira, liquidando apenas a diferença financeira entre a taxa contratada e a taxa de mercado. “Não estamos especulando capital, estamos protegendo operações”, explicaram os palestrantes. Para baixar a apresentação da AGK e Banco Rendimento, clique aqui. 

COMEX 2026: conformidade, digitalização e segurança jurídica 

Na segunda palestra, o advogado aduaneiro Dr. Diego Joaquim, da DJA Intelligence, apresentou as mudanças no comércio exterior e perspectivas para 2026, com base na Lei Complementar 225/2026 e nas diretrizes da Receita Federal. “O foco está na conformidade, facilitação do comércio exterior e segurança jurídica”, explicou. 

A Receita Federal posicionou 2026 como o Ano da Conformidade, com destaque para: digitalização dos processos (Portal Único e DUIMP), transição para a Reforma Tributária (CBS/IBS), reformulação do Programa OEA com força legislativa, novos programas de conformidade: Confia e Sintonia. A live da Receita Federal do Brasil está disponível no Youtube, neste link: https://www.youtube.com/watch?v=SXsdh7RIrMo

O especialista alertou que as mudanças na legislação trazem novas perspectivas com foco na conformidade aduaneira. O fim de 2025 e início de 2026 foi marcado pela redução nos benefícios tributarios, a instituição do Código de Defesa do Contribuinte, instituição dos Programas de Confornidade e as mudanças da Reforma Tributária. "Uma das mudanças foi a revogação da multa de 1% sobre o valor aduaneiro pela legislação da reforna tributária. Enquanto não houver definições, não poderá haver cobrança", explicou. As empresas têm oportunidade de analisar a sua aplicação em processos que estejam em andamento, já que o CARF tem decisão favorável ao contribuinte. Para baixar a apresentação do dr. Diego Joaquim, clique aqui. 

Durante o encontro, Cileide David anunciou que, em 30 de março, ocorrerá a migração para a DUIMP (Declaração Única de Importação), com exceção da Zona Franca de Manaus. “As empresas precisam estar prontas. Se algo der errado no sistema, o governo não terá tempo para atender todas, o que pode gerar atrasos na produção”, alertou. 

Diante das diversas mudanças previstas, o Dr. Diego reforçou a necessidade de acompanhamento contínuo da legislação. “Teremos muitas alterações ao longo do ano. É fundamental que os profissionais acompanhem mês a mês tudo que traremos aqui, durante as reuniões”, completou. Clique aqui e baixe a legislação do período. 

Cíntia Souza - Assessoria de Comunicação - CIESP Jundiaí