O CIESP Jundiaí, representado pelo coordenador do Departamento de Relações Institucionais, Maurício Rappa, participou da discussão sobre resíduos sólidos "Lixo: Oportunidades e Desafios", promovida pelo FORCIS (Fórum Regional de Comércio Indústria e Serviços de Jundiaí e Região), na sexta-feira, dia 13 de março, em encontro promovido na Associação dos Engenheiros de Jundiaí.
Além de Maurício, Aldo Orsini, que participa do Núcleo de JOvens Empreendedores também participou do evento que trouxe informações relevantes sobre a cidade de Jundiaí: por gerar 12 mil toneladas de lixo por mês, tem capacidade de produzir CDR (Combustível Derivado de Resíduos) e gerar renda dos seus resíduos sólidos, uma notícia que abre oportunidades para o município.
O debate técnico sobre o assunto reuniu os melhores especialistas da região: o secretário executivo de Mudanças Climáticas de São Paulo, José Renato Nalini, Domenico Tremaroli, Gerente da Agência Ambiental da CETESB de Jundiaí, Antônio Januzzi, diretor da Associação Brasileira de Resíduos e Meio Ambiente (Abrema); Claudemir Bataglini, advogado ambiental e ex-promotor do Meio Ambiente; representante da Associação Brasileira das Empresas de Consultoria e Engenharia Ambiental, José Mateus Bichara, Tallita Veiga, representando a Secretaria Estadual de Meio Ambiente e o diretor do Departamento de Limpeza Pública de Jundiaí, José Maria de Oliveira Jr..
O vice-prefeito de Jundiaí, Ricardo Benassi, apresentou a história dos resíduos de Jundiaí e como foi a evolução desde meados de 1980, quando ainda Jundiaí operava com um lixão. "Os anos passaram e a cidade avançou, mas hoje precisa avançar mais ainda. Eu acredito que podemos ter grandes oportunidades com nosso resíduo, financeiro, quero dizer. E isso pode se transformar em ações em saúde, educação e infraestrutura", ressaltou.
Hoje, a cidade de Jundiaí opera com uma licitação cujo valor ultrapassa R$ 125 milhões e está perto do fim. "Por isso é tão importante a discussão com especialistas e sociedade para que possamos oferecer um serviço melhor e mais moderno", resume Benassi.
Legislação - O Estado de SP, através da Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil), deve lançar uma nova versão do Plano Estadual de Resíduos Sólidos até o final deste ano. A legislação federal determina que o Plano seja atualizado a cada quatro anos, com horizonte de planejamento de 20 anos. Cabe à Comissão criada para este objetivo integrar as secretarias estaduais envolvidas e alinhar as ações para que as diretrizes saiam do papel e sejam efetivamente implementadas.
A expectativa é que a nova versão do Plano Estadual de Resíduos Sólidos seja disponibilizada para consulta pública e realização de audiências públicas ainda no primeiro semestre de 2026, após apresentação no Conselho Estadual de Meio Ambiente (Consema). O próximo encontro da Comissão está previsto para o dia 15 de abril. "Esse encontro é riquíssimo e estamos à disposição para contribuir enquanto Estado para que Jundiaí avance cada vez mais", comentou Tallita.
Os números do Estado de São Paulo impressionam: são cerca de 42 mil toneladas de resíduos por dia. Apenas 78 cidades com mais de 100 mil habitantes concentram aproximadamente 80% de todo o volume de Resíduos Sólidos Urbanos produzido no Estado. A ideia do Estado também é transformar o lixo em energia renovável, gerar oportunidades e mais ainda: melhorar consideravelmente o meio ambiente.
Cíntia Souza - Assessoria de Comunicação - CIESP Jundiaí