Ao lado de representantes da sociedade civil organizada, o CIESP Jundiaí (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo) acompanhou nesta segunda-feira (5), a última oficina aberta de construção do Plano de Manejo da Área de Proteção Ambiental (APA) Jundiaí. O encontro foi realizado no auditório do CIESP Jundiaí, das 9h às 12h.
Diversas oficinas foram realizadas desde o mês de março deste ano que culminaram com este encontro com a apresentação das devolutivas às contribuições recebidas ao longo da elaboração do documento. De acordo com a Fundação Florestal, foram realizadas quatro oficinas durante o processo de construção do Plano de Manejo, além de reuniões e discussões setoriais com diferentes grupos.
O CIESP Jundiaí é representado pelo coordenador de Meio Ambiente, Tadeu Borin, e pelos especialistas Jorge Rocco, especialista de Projetos de Gestão Ambiental do Rio DMA CIESP, e Ricardo Lieutaud, especialista de Meio Ambiente do Departamento de Meio Ambiente da FIESP (DMA). “O processo foi longo porque envolve toda uma gestão territorial da APA Jundiaí. Nosso pleito sempre esteve relacionado à necessidade de termos regras claras para o desenvolvimento do setor industrial e demais setores econômicos para o crescimento dos negócios na região, dentro de um modelo de desenvolvimento sustentável”, destacou Ricardo Lieutaud.
Para ele, é fundamental que essas regras sejam equivalentes às aplicadas no restante do Estado, garantindo condições de concorrência entre as diferentes regiões. “Ao mesmo tempo, é preciso olhar para a segurança hídrica e a conservação do meio ambiente, conciliando a preservação dos recursos naturais com o desenvolvimento industrial e econômico, a geração de empregos e o desenvolvimento da região”, afirma o especialista.
Olhar para a Serra do Japi
De acordo com Vagner de Paiva, diretor técnico da Fundação Serra do Japi, que também vem participando das oficinas, o Plano de Manejo da APA Jundiaí seguiu o roteiro metodológico da Fundação Florestal. “Foram promovidas diversas reuniões participativas com a comunidade, órgãos técnicos do município e de outras cidades. O grande ganho é a atualização dos dados para que possamos ter um olhar mais profundo para alguns temas. Isso vai nos ajudar a entender melhor como desenvolver o município sem atacar os atributos naturais da Serra do Japi, principalmente sobre a fauna. As ideias vão contribuir para o desenvolvimento de corredores ecológicos para preservação das espécies”, explicou.
A gestora das APAs Cabreúva, Jundiaí e Cajamar, Cleide de Oliveira, explicou que o período para apresentação de contribuições ao documento foi encerrado em 11 de setembro, mas, posteriormente, ainda foram realizadas reuniões específicas para discutir diferentes questões levantadas pelos participantes. “Hoje é a última reunião de devolutivas de todas as contribuições que vieram das discussões setoriais e dos diferentes grupos que participaram do processo”, explicou Cleide.
“Estamos no momento de discussão após todas as devolutivas. Agora, o Conselho vota pela aprovação do Plano e pode, inclusive, trazer algumas ressalvas, que serão discutidas na Comissão Temática de Biodiversidade do Conselho Estadual do Meio Ambiente (Consema)”, explicou Fernanda Lemes Santana, coordenadora do Núcleo de Planejamento Territorial Socioambiental da Fundação Florestal.
Com o encerramento dessa etapa, a Fundação Florestal deverá concluir o processo e encaminhar o documento ao Consema. A partir daí, a tramitação passa a ser conduzida no âmbito da Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística e do próprio Conselho, que deverá pautar a discussão e análise do Plano de Manejo.
Cíntia Souza - Assessoria de Comunicação - CIESP Jundiaí