*Maurício Colin Mais uma vez, o setor produtivo é quem vai pagar a conta da má gestão pública. O recente aumento da alíquota do IOF, de 0,38% para 0,95%, representa uma medida equivocada que penaliza justamente quem gera empregos, produz riqueza e sustenta a economia real. Em Guarulhos e região, onde a indústria é um dos pilares da atividade econômica, o impacto será direto: o crédito ficará mais caro, investimentos serão adiados e a modernização, essencial para nossa competitividade, ficará comprometida. O próprio governo, que recentemente lançou programas como a Nova Indústria Brasil e a Depreciação Acelerada, contradiz seus esforços ao aumentar a carga tributária sobre financiamentos essenciais ao desenvolvimento. Essa incoerência mina a confiança do setor e transmite insegurança aos investidores. Além disso, o aumento do IOF pressiona a inflação, reduz o poder de compra das famílias e afeta negativamente a recuperação econômica. Essas ações do Governo que geram a insegurança tributária afastando investimentos e levando empresas a avaliarem mercados mais estáveis para expandir suas operações. É inaceitável que, em vez de enfrentar seus próprios gargalos, como o inchaço da máquina pública e a ausência de uma reforma administrativa eficaz, o governo recorra à velha fórmula de aumentar impostos. O Brasil precisa quebrar esse ciclo. Não se constrói um país mais competitivo e justo penalizando quem trabalha, investe e produz. É hora de cobrar responsabilidade na gestão dos recursos públicos e deixar de transferir o ônus da má gestão para a sociedade e os setores produtivos. *Maurício Colin , engenheiro industrial e empresário, é o diretor titular do CIESP Guarulhos