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Ao celebrar 65 anos, em 5 de setembro, o Ciesp Alto Tietê, com sede em Mogi das Cruzes, reafirma seu compromisso histórico de contribuir para o fortalecimento da indústria e da economia no município e nas outras sete cidades de sua jurisdição: Biritiba Mirim, Ferraz de Vasconcelos, Guararema, Itaquaquecetuba, Poá, Salesópolis e Suzano.
São 1,54 milhão de habitantes que vivem nessa importante área paulista, que constitui um espaço dinâmico de produção, geração de empregos e oportunidades. Os números ajudam a dimensionar essa força. Segundo a Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) de 2025, o Alto Tietê reúne 2.789 empresas da indústria de transformação.
Um dos aspectos mais significativos do setor na região é a expressiva diversidade: fabricação de peças de metal, exceto máquinas e equipamentos, responde por 15,6% dos estabelecimentos; produtos alimentícios, 10%; manutenção, reparação e instalação de máquinas e equipamentos, 9,7%; confecção de artigos do vestuário e acessórios, 8,7%; e itens de borracha e de material plástico, 8,1%. Há, ainda, dezenas de outros ramos manufatureiros com menor participação na produção total, mas expressivos em seu conjunto.
Essa diversidade é uma vantagem competitiva que deve ser valorizada. Em tempos de instabilidade econômica, uma estrutura produtiva múltipla funciona como uma espécie de proteção contra choques. Quando um segmento enfrenta retração, outros podem sustentar a atividade econômica, preservar empregos, abrir mercados e criar oportunidades de investimento.
Essa característica ganha ainda mais relevância diante dos desafios que a indústria nacional enfrenta. Juros elevados, custo oneroso de capital, carga tributária, deficiências de infraestrutura, insegurança regulatória e o chamado “Custo Brasil” já impõem obstáculos graves à competitividade. A esses fatores somam-se um ambiente internacional marcado por conflitos geopolíticos, mudanças nas cadeias globais de suprimentos e políticas tarifárias, como as impostas pelos Estados Unidos, que alteram as condições do comércio.
É nesse cenário que a força e a pluralidade da indústria do Alto Tietê podem fazer diferença, pois sua diversidade proporciona maior capacidade de adaptação, inovação e busca de alternativas diante das mudanças da economia. Também cabe enfatizar a relevância social do setor, que é o maior empregador regional. Dos 346.084 empregos formais registrados nos oito municípios em 2025, 22,9% estavam na indústria de transformação.
Dados mais recentes reforçam essa relevância. Em junho de 2026, o setor empregava  80.235 trabalhadores formais na região. No primeiro semestre, acumulou saldo positivo de 1.021 postos de trabalho. Os números mostram que existe uma indústria viva, diversificada e capaz de gerar respostas mesmo em um ambiente econômico complexo.
É evidente que não podemos ignorar os desafios. Precisamos aumentar a produtividade, estimular a inovação, melhorar a infraestrutura, qualificar trabalhadores, ampliar o acesso ao crédito e criar condições para que as empresas invistam e cresçam. É nessa agenda que a Diretoria Regional, integrada à ação estadual e nacional do Ciesp, segue trabalhando com muita determinação.
Aos 65 anos, o Ciesp Alto Tietê reafirma o compromisso de estar sempre ao lado de quem produz, empreende, investe e gera empregos. Assim, contribui para que a região tenha mais progresso, seja competitiva, cresça, prepare-se para os desafios e as oportunidades das próximas décadas e proporcione cada vez mais bem-estar social aos seus habitantes.

*Rafael Cervone é o presidente do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp) e primeiro vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).
**Renato Torquato Rissoni é o diretor-titular do Ciesp Alto Tietê.