
São João da Boa Vista fechou 2025 entre as dez maiores cidades exportadoras de café do Estado de São Paulo, segundo o Comex Stat, base oficial de dados do comércio exterior brasileiro, mantida pelo governo federal. O desempenho, que evidencia a relevância do agronegócio local, contribuiu para o superávit da balança comercial regional, puxado principalmente pelas vendas externas de café, chá, mate e especiarias.
Além de São João da Boa Vista, outros dois municípios da região figuram entre as dez maiores cidades exportadoras de café no estado. No ranking estadual, São José do Rio Pardo aparece na segunda colocação, com US$ 294,8 milhões exportados, enquanto Espírito Santo do Pinhal ocupa o terceiro lugar, com US$ 222 milhões. São João da Boa Vista aparece na oitava posição, com US$ 37 milhões em exportações de café.
No total, a cidade encerrou 2025 com superávit comercial de US$ 62,7 milhões, resultado de US$ 80,6 milhões em exportações frente a US$ 17,9 milhões em importações. O saldo positivo acompanha o bom resultado da região, que acumulou superávit de US$ 612,7 milhões no período.
Para o vice-diretor regional do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp), Adriano Alvarez, o resultado reforça a solidez da economia regional. “Vale reforçar que o superávit é obtido quando a cidade registra uma diferença positiva entre o que vende e o que compra. E vender mais, gera mais empregos, atrai investimentos e fortalece as empresas que estão exportando, porque são atividades que exigem mão de obra e investimento constante”, explicou.
A pauta exportadora do município é diversificada. Em 2025, além do café, chá, mate e especiarias, que responderam por 46% das exportações, São João também embarcou produtos químicos inorgânicos (37,6%) e máquinas, aparelhos e materiais elétricos (8,06%), destinados principalmente a Estados Unidos, Alemanha, Itália, Argentina, México e Bélgica.
O saldo positivo dos municípios da região ocorre mesmo em um cenário desafiador para o agronegócio em 2025, marcado por oscilações cambiais, tarifaços e restrições de crédito. Ainda assim, a avaliação do Ciesp é de resiliência. “O dólar poderia estar em um patamar ainda mais alto se o Brasil e regiões como a nossa não tivessem superávit. A exportação ajuda na regulação monetária e traz estabilidade”, destacou.
Na região, as exportações somaram US$ 788,3 milhões, enquanto as importações totalizaram US$ 175,6 milhões, consolidando um saldo positivo expressivo na balança comercial regional. O resultado foi impulsionado principalmente pelo grupo café, chá, mate e especiarias, responsável por 72,3% das exportações. Em comparação com 2024, quando a região exportou US$ 583 milhões, houve um crescimento de 35,2%. Já as importações apresentaram queda de 5,8%, movimento que reforça o superávit comercial.