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Exportações cresceram 8,1% e alcançaram US$ 469,5 milhões; São João da Boa Vista movimentou US$ 43,6 milhões no comércio exterior

As exportações da região de São João da Boa Vista totalizaram US$ 469,5 milhões no período, um aumento de 8,1% na comparação interanual. As importações somaram US$ 130 milhões, o que significa crescimento de 26,7% frente ao mesmo período do ano passado. Houve superávit comercial de US$ 339,5 milhões.

Os principais itens exportados foram café, chá, mate e especiarias (53,4%), preparações alimentícias diversas (22,4%) e animais vivos (4,9%). As importações foram principalmente de máquinas, aparelhos e instrumentos mecânicos (32,2%), leite e laticínios; ovos de aves (22,2%) e plásticos e suas obras (10,9%).

No período analisado, os principais destinos das exportações da região de São João da Boa Vista foram Alemanha (13,3%), Itália (8,6%) e Rússia (7,9%). Por sua vez, as compras da regional tiveram como principais origens China (23,1%), Estados Unidos (19,6%) e Suíça (11,1%).

O levantamento do Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Derex) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) é baseado em dados dos municípios que integram as diretorias regionais do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp).

“A indústria, cujo avanço e fortalecimento temos defendido perante o governo, pode contribuir de modo cada vez mais significativo para ampliação das vendas internacionais, tanto em volume quanto pelo fato de incluir produtos de alto valor agregado na pauta de exportações”, destacou Rafael Cervone, presidente do Ciesp e primeiro vice-presidente da Fiesp.


São João movimenta US$ 43,6 milhões


Considerando somente o município de São João da Boa Vista, as exportações alcançaram US$ 34,4 milhões entre janeiro e julho, enquanto as importações somaram US$ 9,2 milhões. A corrente de comércio — soma das vendas e das compras internacionais — chegou a US$ 43,6 milhões, com superávit de US$ 25,3 milhões.


A pauta exportadora do município foi liderada por compostos de alumínio utilizados como insumos industriais, que responderam por 49% das vendas internacionais. Na sequência aparecem café e derivados, com 22,7%; aparelhos mecânicos para projetar, dispersar ou pulverizar líquidos ou pós, com 6,2%; quadros, painéis e outros suportes para controle ou distribuição de energia elétrica, com 6,1%; e frutas, com 5%.


Os produtos fabricados em São João da Boa Vista chegaram a diferentes mercados. Os principais destinos foram Bélgica (11,4%), Alemanha (10,5%), Países Baixos (7,2%), Luxemburgo (6,8%), Áustria (6,6%) e Reino Unido (6,3%). Argentina (3,9%), Estados Unidos (4,7%) e México (2,9%) também estiveram entre os compradores.


Para Adriano Alvarez, primeiro vice-diretor do Ciesp São João da Boa Vista, os números regionais evidenciam a força e a capacidade produtiva do agronegócio, ao mesmo tempo que as importações ajudam a sustentar investimentos e a modernização das empresas. “O desempenho demonstra a competência do agro e toda a capacidade instalada em nossa região. As importações também fazem parte dessa cadeia, porque representam a busca por tecnologia, máquinas, adubos, defensivos e outros insumos necessários para ampliar a produção e a competitividade”, afirmou.


Alvarez destacou ainda que o mercado internacional não deve ser visto como uma possibilidade restrita às grandes companhias. “As micro e pequenas empresas que desenvolvem um produto ou pretendem prepará-lo para exportação também podem buscar capacitação. A ApexBrasil, em parceria com o Ciesp e o Sebrae-SP, oferece apoio para que essas empresas treinem suas equipes, identifiquem oportunidades e se preparem para participar do mercado externo”, completou.