A região de São João da Boa Vista criou 1.004 empregos formais em agosto, saldo mais de três vezes superior ao registrado no mesmo mês de 2025, quando foram abertas 291 vagas, segundo dados do Novo Caged. O levantamento considera os municípios de Aguaí, Casa Branca, Espírito Santo do Pinhal, Mococa, São João da Boa Vista, São José do Rio Pardo e Vargem Grande do Sul.
Em agosto, foram registradas 6.755 admissões e 5.751 desligamentos nos sete municípios. Um dos destaques do mês foi a distribuição positiva das vagas entre todos os setores. A agropecuária manteve a liderança, com saldo de 608 empregos, seguida por serviços (+117), indústria (+112), comércio (+93) e construção (+74).
O cenário representa uma mudança em relação a julho, quando 95,7% das vagas criadas na região estavam concentradas na agropecuária. Em agosto, essa participação caiu para 60,6%, indicando uma distribuição mais equilibrada dos empregos entre os setores econômicos. A indústria, que havia fechado 125 postos de trabalho no mês anterior, voltou a apresentar saldo positivo, com geração de vagas em cinco dos sete municípios pesquisados.
Para o diretor titular do Ciesp São João da Boa Vista, Luís Castilho, o resultado mostra uma recuperação da indústria que merece cautela. “A indústria voltou a contratar, o que é um sinal positivo, mas ainda enfrentamos desafios para manter esse ritmo de crescimento. Precisamos de condições que favoreçam a produção, os investimentos e a competitividade das empresas, porque uma indústria fortalecida movimenta toda a economia regional”, avalia.
No acumulado de janeiro a agosto de 2026, a região soma 4.496 novos empregos formais, resultado de 42.591 admissões e 38.095 desligamentos. A agropecuária apresenta saldo de 3.940 vagas no período e a indústria, de 560 postos. A construção também está positiva, com 56 vagas, enquanto comércio (-52) e serviços (-8) permanecem negativos.
Desempenho dos municípios
São José do Rio Pardo apresentou o maior saldo da região em agosto, com 504 novos empregos, resultado de 1.176 admissões e 672 desligamentos. A agropecuária respondeu por 428 vagas, seguida por serviços (+45), indústria (+30) e comércio (+2). A construção fechou uma vaga. O resultado representa uma reversão em relação a agosto de 2025, quando o município havia encerrado 74 postos de trabalho.
Mococa registrou o segundo maior saldo regional, com 256 empregos, decorrentes de 996 admissões e 740 desligamentos. Serviços lideraram a geração de vagas no município, com 131 postos, seguidos pela agropecuária (+86), construção (+39) e comércio (+24). A indústria encerrou 24 vagas. Em agosto de 2025, o município havia criado 310 empregos.
Vargem Grande do Sul criou 152 empregos, ante 43 no mesmo mês de 2025. A agropecuária respondeu por 123 vagas, seguida por serviços (+29) e comércio (+21). Indústria (-16) e construção (-5) apresentaram saldo negativo. Foram 567 admissões e 415 desligamentos no mês.
Casa Branca encerrou agosto com 88 novos postos de trabalho, resultado de 355 admissões e 267 desligamentos. A agropecuária liderou, com 53 vagas, enquanto a indústria abriu 34 postos. Comércio (+9) e construção (+1) também ficaram positivos, e serviços fecharam nove vagas. Em agosto do ano passado, o município havia criado 56 empregos.
Aguaí registrou 71 novos empregos, ante 24 em agosto de 2025. O principal destaque foi a indústria, responsável pela abertura de 73 postos, o maior saldo industrial entre os sete municípios da regional. Agropecuária e serviços criaram sete vagas cada, enquanto comércio (-14) e construção (-2) apresentaram resultado negativo. Em agosto do ano passado, a indústria havia criado 20 vagas no município.
São João da Boa Vista criou 47 empregos em agosto, revertendo o resultado do mesmo mês de 2025, quando havia encerrado 87 postos. Foram 902 admissões e 855 desligamentos. A construção apresentou o maior saldo, com 41 vagas, seguida pelo comércio (+22) e pela indústria (+5). Agropecuária (-14) e serviços (-7) ficaram negativos. Em agosto de 2025, os cinco setores haviam apresentado saldo negativo no município, incluindo a indústria, com fechamento de 23 vagas.
Espírito Santo do Pinhal foi o único município da regional a encerrar agosto com saldo geral negativo, com o fechamento de 114 postos de trabalho, resultado de 1.248 admissões e 1.362 desligamentos. As perdas ficaram concentradas principalmente nos serviços (-79) e na agropecuária (-75). Comércio (+29), indústria (+10) e construção (+1) apresentaram saldo positivo. Em agosto de 2025, Pinhal havia registrado saldo positivo de 19 empregos.