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Mesmo com retração em serviços e construção, resultado de agosto foi positivo, sustentado pelo setor industrial, com a criação de 338 vagas

A região de São João da Boa Vista registrou saldo positivo de 291 empregos formais em agosto de 2025, segundo dados do Novo Caged, o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados, divulgados no último dia 29 pelo Ministério do Trabalho. O desempenho foi garantido sobretudo pela indústria, que sozinha abriu 338 postos de trabalho no mês. Sem esse resultado, o saldo regional poderia ter ficado negativo, uma vez que setores como serviços e construção apresentaram retração.

O levantamento considera a diferença entre contratações e demissões em sete municípios da região: Aguaí, Casa Branca, Espírito Santo do Pinhal, Mococa, São João da Boa Vista, São José do Rio Pardo e Vargem Grande do Sul. No acumulado do ano, a região já soma 5.963 novas vagas formais. Apesar de positivo, o número representa uma queda de 23% em relação ao mesmo período de 2024, quando foram criados 7.749 empregos.

Em agosto, o destaque ficou por conta da Indústria, confirmando seu papel de sustentação do mercado regional. A Agropecuária também contribuiu com saldo positivo de 196 vagas, enquanto Serviços e Construção recuaram, com 234 e 20 desligamentos, reflexo da sazonalidade e da desaceleração de algumas atividades.

O desempenho do mês foi três vezes menor que em 2024, quando a região abriu 974 postos de trabalho e todas as cidades tiveram saldo positivo, com destaque para Vargem Grande do Sul (257) e São João da Boa Vista (238). Já neste ano, duas cidades registraram mais desligamentos do que contratações: São João da Boa Vista (-87) e São José do Rio Pardo (-74).

Para o vice-diretor do CIESP São João da Boa Vista, Adriano Alvarez, o cenário reforça o papel estratégico do setor. “Um posto de trabalho na indústria tem um peso diferenciado, exige mão de obra qualificada, o que garante maior estabilidade e melhores salários. Por isso, além de puxar o saldo positivo em agosto, o setor contribui para a formação de carreiras mais duradouras e para o fortalecimento da economia regional”, destacou.

Ele ressalta ainda que a sazonalidade em serviços e a acomodação nas contratações explicam o resultado mais baixo do mês. “Tivemos um mês mais fraco, mas o acumulado do ano mostra que a região continua criando vagas, o que é positivo no contexto atual”, completou.

Cidades
Mococa liderou o ranking de geração de empregos com abertura de 310 postos de trabalho no mês, resultado de 1.014 admissões e 704 desligamentos, representando 114% a mais que em agosto de 2024.

Casa Branca veio em segundo lugar, com saldo de 56 empregos no mês, puxado pelo setor de agropecuária, que gerou 83 postos de trabalho. O número é bastante positivo. Só para se ter ideia, em agosto do ano passado, a cidade registrou um saldo de 4 empregos.

Na sequência veio Vargem Grande do Sul com saldo de 43 postos de trabalho abertos no mês, liderado pelo comércio, que abriu 23 vagas. O município teve 412 contratações e 369 demissões.

Aguaí gerou 24 empregos, o que representou uma leve alta no comparativo interanual, quando o saldo foi de 12 vagas. As contratações foram lideradas pelos setores de agropecuária, indústria e comércio.

Espírito Santo do Pinhal gerou 1.372 empregos e demitiu 1.353 profissionais em agosto, gerando um saldo positivo de 19 postos de trabalho. As contratações foram impulsionadas principalmente pela indústria, com saldo de 191 postos de trabalho.

São João da Boa Vista e São José do Rio Pardo apresentaram um recuo significativo, com perda de 87 e 74 empregos, respectivamente.