
As exportações da região de São João da Boa Vista somaram US$ 135,9 milhões nos dois primeiros meses de 2026, crescimento de 11,6% em relação ao mesmo período do ano passado, quando o total exportado foi de US$ 121,7 milhões. Os dados são do Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Derex/Fiesp), com base nas estatísticas do comércio exterior brasileiro.
No mesmo período, as importações totalizaram US$ 42,1 milhões, resultando em um superávit comercial de US$ 93,8 milhões. Para o vice-diretor do Ciesp São João da Boa Vista, Adriano Alvarez, o saldo positivo é um indicativo da força produtiva da região.
“O superávit mostra que a região tem competitividade internacional e capacidade de gerar riqueza por meio das exportações. Esse resultado impacta diretamente a economia local, porque significa mais atividade nas empresas, geração de empregos e circulação de renda nos municípios”, afirmou.
Entre os principais produtos exportados pela regional estão café, chá, mate e especiarias, que representam 63,8% do total embarcado. Em seguida aparecem as preparações alimentícias diversas (17%) e os animais vivos (3,9%).
Já as importações foram concentradas principalmente em máquinas, aparelhos e instrumentos mecânicos (49,3%), leite e laticínios e ovos de aves (19,2%), além de máquinas, aparelhos e materiais elétricos (6,5%).
Principais mercados
No período analisado, os principais destinos das exportações da região foram Alemanha (26,1%), Itália (12,5%) e Rússia (7%). As importações, por sua vez, tiveram como principais origens Suíça (32,3%), Estados Unidos (17,9%) e China (17,5%).
Segundo Alvarez, a expectativa para o setor cafeeiro é positiva ao longo deste ano, o que pode contribuir para manter o bom desempenho da balança comercial regional.
“Devemos ter uma produção excelente de café neste ano, o que tende a favorecer muito a nossa região. Com uma oferta maior no mercado mundial, a cadeia produtiva do café ganha força e isso se reflete diretamente nas exportações”, explicou.
Apesar do cenário positivo nas exportações, o diretor do Ciesp alerta que fatores externos podem pressionar os custos das empresas exportadoras, especialmente na área logística.
“Os conflitos internacionais têm pressionado o preço do diesel e isso impacta diretamente o transporte e o escoamento da produção. Para uma região exportadora como a nossa, qualquer aumento no custo logístico acaba afetando a competitividade das empresas”, observou.
O levantamento considera os municípios que integram a Diretoria Regional do Ciesp São João da Boa Vista: Aguaí, Águas da Prata, Cajuru, Caconde, Casa Branca, Cássia dos Coqueiros, Divinolândia, Espírito Santo do Pinhal, Itobi, Mococa, Santa Cruz das Palmeiras, Santa Cruz da Esperança, Santa Rosa de Viterbo, Santo Antônio do Jardim, São Sebastião da Grama, São José do Rio Pardo, São João da Boa Vista, Tambaú, Tapiratiba e Vargem Grande do Sul.
Desempenho local
São João exportou US$ 8,4 milhões nos dois primeiros meses do ano, enquanto as importações somaram US$ 1,4 milhão, registrando um superávit de US$ 7 milhões entre janeiro e fevereiro.
As principais demandas externas foram produtos químicos inorgânicos e compostos de metais (US$ 4,8 milhões), café, chá, mate e especiarias (US$ 2 milhões) e máquinas e equipamentos elétricos (US$ 0,8 milhão). Já as importações foram compostas principalmente por peixes e crustáceos (US$ 0,6 milhão), produtos hortícolas e vegetais comestíveis (US$ 0,3 milhão) e ferro e aço (US$ 0,2 milhão).
Alemanha, Reino Unido e Argentina foram os países que mais compraram das empresas de São João, enquanto as importações tiveram origem principalmente no Vietnã, Suíça e Reino Unido.