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Região fecha o mês com saldo de 1.996 empregos, 10,5% acima de julho de 2025; indústria encerra 125 postos de trabalho

A agropecuária respondeu por 95,7% dos empregos formais criados em julho na região de São João da Boa Vista. Dos 1.996 novos postos registrados no mês, 1.911 foram abertos pelo setor, segundo dados do Novo Caged, divulgados no dia 28 de agosto. O saldo total ficou 10,5% acima do registrado em julho de 2025, quando a região havia criado 1.806 empregos.


O levantamento considera os municípios de Aguaí, Casa Branca, Espírito Santo do Pinhal, Mococa, São João da Boa Vista, São José do Rio Pardo e Vargem Grande do Sul. Ao todo, foram registradas em julho 6.793 admissões e 4.797 desligamentos nesses municípios. Além da agropecuária, o comércio encerrou o mês com saldo positivo de 239 empregos e a construção civil, de 26. Na outra ponta, a indústria fechou 125 postos de trabalho e os serviços tiveram saldo negativo de 55 vagas.


O peso da agropecuária ficou ainda maior na comparação interanual. Em julho de 2025, o setor havia criado 1.645 empregos, e neste ano foram 1.911, crescimento de 16,2%. A indústria percorreu o caminho contrário, já que fechou 125 postos neste ano, depois de abrir 295 postos em julho de 2025. O comércio permaneceu praticamente estável, passando de 234 para 239 vagas, enquanto construção e serviços reduziram as perdas registradas um ano antes.


Apesar do avanço registrado em julho, o acumulado do ano aponta desaceleração na geração de empregos. Entre janeiro e julho de 2026, a região soma 3.492 novas vagas, ante 5.686 no mesmo período de 2025, redução de aproximadamente 38,6% no saldo de postos criados.


No acumulado de 2026, foram registradas 36.836 admissões e 33.344 desligamentos. A agropecuária também lidera o resultado dos sete primeiros meses, com saldo de 3.332 empregos, seguida pela indústria, com 448. Construção (-18), comércio (-145) e serviços (-125) permanecem no negativo.


Para o vice-diretor do Ciesp São João da Boa Vista, Adriano Alvarez, a força da agropecuária no mercado de trabalho acompanha uma característica importante da economia regional. Ao analisar o cenário econômico, Alvarez chama atenção para o peso do café e para as condições atuais do mercado internacional. “O café, até o momento, não demonstra uma queda expressiva de preço. Pelo contrário, todo esse cenário indica que ele deve permanecer com força ainda por muito tempo, e assim esperamos, porque a nossa região depende do café”, afirma.


Para o dirigente, o resultado da indústria também merece atenção. Alvarez observa que boa parte da atividade industrial de São João da Boa Vista está concentrada em etapas intermediárias da cadeia produtiva. “A indústria instalada em São João é, em grande parte, uma indústria de transformação. Ela está no meio do jogo. Temos algumas indústrias com produtos finais, mas elas ainda não são relevantes nas exportações. Além disso, o setor industrial, que muitas vezes depende de investimentos em máquinas, equipamentos e outros insumos para ganhar competitividade, vem sendo afetado pelas altas taxas de juros”, analisa.


Influência das cidades no desempenho regional

O desempenho regional foi fortemente influenciado por dois municípios. Vargem Grande do Sul liderou a geração de empregos, com saldo de 1.076 vagas, das quais 1.008 vieram da agropecuária. Em seguida aparece São José do Rio Pardo, com 487 novos postos, sendo 514 na agropecuária. Juntas, as duas cidades responderam por 78,3% do saldo de empregos da região em julho.


Vargem Grande do Sul apresentou o maior saldo da região, com 1.076 empregos, exatamente o mesmo resultado registrado em julho de 2025. Neste ano, a agropecuária respondeu por 1.008 das vagas criadas no município. O comércio também contribuiu para o resultado, com 97 novos postos, seguido pela construção, com 12. A indústria (-38) e os serviços (-3) encerraram o mês no negativo. Ao todo, o município registrou 1.431 admissões e 355 desligamentos.


São José do Rio Pardo ficou na segunda posição, com saldo de 487 empregos, resultado de 1.168 admissões e 681 desligamentos. A agropecuária liderou a geração de vagas, com saldo de 514 postos. Na comparação com julho de 2025, quando o município havia criado 325 empregos, o resultado cresceu quase 50%. O comércio também fechou julho no azul, com 20 vagas, enquanto indústria (-22) e serviços (-25) apresentaram retração. A construção encerrou o mês em estabilidade.


Mococa registrou saldo positivo de 214 empregos. A agropecuária abriu 255 postos, enquanto a indústria encerrou 71 vagas no mês. O resultado ficou abaixo das 252 vagas criadas em julho do ano passado, uma redução de aproximadamente 15%. Construção (+16), comércio (+9) e serviços (+5) também apresentaram saldo positivo. No total, foram 982 admissões e 768 desligamentos no município.


Casa Branca criou 200 empregos formais em julho. Foram 542 admissões e 342 desligamentos, com destaque para a agropecuária, responsável por 151 vagas. O comércio também teve participação importante, com saldo de 60 postos, enquanto serviços (+12) e construção (+3) fecharam o mês no positivo. A indústria perdeu 26 vagas. Em julho de 2025, Casa Branca havia registrado saldo de 266 empregos, o que representa uma redução de aproximadamente 25% na comparação interanual.


Aguaí fechou o mês com saldo de 27 postos de trabalho, com 465 admissões e 438 desligamentos. A indústria teve o melhor desempenho no município, com 63 vagas. O comércio também apresentou saldo positivo, com 11 empregos. Já serviços (-29), agropecuária (-10) e construção (-8) encerraram julho no negativo. O saldo geral ficou abaixo do registrado no mesmo mês de 2025, quando Aguaí havia criado 55 empregos.


Espírito Santo do Pinhal registrou saldo de 24 empregos, com 1.375 admissões e 1.351 desligamentos. O comércio apresentou saldo positivo de 29 postos, enquanto indústria e serviços ficaram negativos. A agropecuária também contribuiu para o resultado, com 25 vagas, enquanto indústria (-14), serviços (-15) e construção (-1) apresentaram retração. Apesar do saldo ainda modesto, houve uma reversão importante em relação a julho de 2025, quando o município havia fechado 167 postos de trabalho.


São João da Boa Vista encerrou julho com saldo negativo de 32 empregos, resultado de 830 admissões e 862 desligamentos. Agropecuária (-32) e indústria (-17) tiveram os principais saldos negativos; comércio (+13) e construção (+4) ficaram positivos, e serviços apresentou estabilidade. O resultado representa uma piora em relação a julho de 2025, quando o município havia registrado praticamente estabilidade, com saldo negativo de apenas uma vaga.