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São Carlos lidera geração de vagas no mês; indústria mantém saldo positivo e reforça recuperação do mercado de trabalho regional

Após um mês de retração, o mercado de trabalho da região voltou a registrar saldo positivo em junho. Juntas, as cidades de São Carlos, Ibaté, Descalvado, Porto Ferreira, Pirassununga e Santa Rita do Passa Quatro criaram 128 empregos com carteira assinada no mês, elevando para 2.727 o saldo acumulado no primeiro semestre de 2026.  Os dados do Novo Caged, divulgados no último dia 29, abrangem seis municípios da Diretoria Regional do Ciesp São Carlos.

O desempenho foi puxado principalmente por São Carlos, que respondeu por 155 novos empregos no mês, e representa uma recuperação após o resultado de maio, quando foram fechados 136 postos de trabalho formais. Também contribuíram para o resultado regional Santa Rita do Passa Quatro (+99) e Ibaté (+51). Já Descalvado (-17), Porto Ferreira (-64) e Pirassununga (-96) encerraram o mês com saldo negativo. O saldo de empregos considera a diferença entre contratações e desligamentos.

Na análise por setores, a região apresentou desempenho positivo em serviços (+72 vagas), comércio (+64), construção (+21) e indústria (+9). Apenas a agropecuária encerrou o mês com saldo negativo (-38).

Para o diretor titular do Ciesp São Carlos, Paulo Giglio, os números demonstram que a economia regional mantém capacidade de reação mesmo diante das oscilações do cenário nacional. "Depois da retração registrada em maio, a retomada do saldo positivo mostra a resiliência da nossa economia. O primeiro semestre fecha com um resultado bastante expressivo, superior a 2,7 mil empregos, o que demonstra que a região continua atraindo investimentos e gerando oportunidades. A indústria segue cumprindo um papel importante nesse processo, mesmo diante de desafios como os juros elevados e a dificuldade de encontrar mão de obra qualificada, ajudando a sustentar o mercado de trabalho", analisa.

Segundo Giglio, manter esse ritmo depende de um ambiente favorável ao setor produtivo. "Os empregos não surgem por acaso. Eles são consequência de empresas que investem, ampliam suas atividades e acreditam no potencial da região. Por isso, é fundamental continuar avançando em infraestrutura, qualificação profissional e políticas que fortaleçam a competitividade da indústria e dos demais setores da economia”, ressalta.

Desempenho local

Embora a região tenha encerrado junho com saldo positivo, o comportamento foi heterogêneo entre os municípios. São Carlos liderou a geração de empregos, com 155 novas vagas, resultado de 3.760 admissões e 3.605 desligamentos. O saldo positivo foi impulsionado principalmente pelos setores de comércio (+48), construção (+41), indústria (+38) e serviços (+30). A única retração ocorreu na agropecuária (-2). 

Santa Rita do Passa Quatro teve o segundo melhor desempenho da região, com 485 admissões e 386 desligamentos, registrando a abertura de 99 empregos formais. Todos os segmentos encerraram o mês com saldo positivo, sendo que o setor de serviços (+57) liderou as contratações, seguido pelo comércio (+19), indústria (+10), agropecuária (+9) e construção (+4). 

Em Ibaté, foram criados 51 empregos, após 323 admissões e 272 desligamentos. O principal destaque foi o comércio (+35), seguido pelos serviços (+13), indústria (+7) e agropecuária (+5). Apenas a construção apresentou resultado negativo (-9).

Descalvado fechou junho com saldo de -17 vagas, resultado de 404 admissões e 421 desligamentos. As maiores perdas ocorreram na agropecuária (-3), indústria (-12) e construção (-32), enquanto comércio (+20) e serviços (+10) amenizaram o resultado negativo.

Em Porto Ferreira, o saldo foi de -64 empregos, com 578 admissões e 642 desligamentos. O principal impacto veio da indústria (-41), seguida por serviços (-17), comércio (-9) e construção (-4). A agropecuária foi o único setor com desempenho positivo (+7).

O pior resultado da região foi registrado por Pirassununga, que encerrou o mês com saldo de -96 vagas, após 574 admissões e 670 desligamentos. A retração foi puxada pela agropecuária (-54) e pelo comércio (-49), além dos saldos negativos em serviços (-21). Em contrapartida, indústria (+7) e construção (+21) registraram crescimento e reduziram parte das perdas.