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Indústria de transformação lidera pauta exportadora e sustenta a presença da região no mercado internacional
Balança Comercial
Créditos: Getty Images

As exportações da região de São Carlos somaram US$ 103,3 milhões nos dois primeiros meses do ano, com forte protagonismo da indústria de transformação, responsável pela maior parte da pauta exportadora. O resultado reforça a presença da região no mercado internacional, mesmo diante de uma retração de 8,7% em relação ao mesmo período do ano passado.


Por outro lado, as importações somaram US$ 141,4 milhões, um crescimento de 11,3% na mesma base de comparação. Com isso, a balança comercial registrou déficit de US$ 38,1 milhões, resultado que ocorre quando o valor das importações supera o das exportações, indicando maior entrada de produtos do exterior do que envio de mercadorias para outros países.


Os principais produtos enviados ao exterior foram máquinas, aparelhos e instrumentos mecânicos (49,8%), açúcares e produtos de confeitaria (15,5%) e obras diversas (13,1%). As importações também foram puxadas por bens industriais, especialmente máquinas e equipamentos, que representam 41,1% do total, além de materiais elétricos (10,7%) e produtos de ferro fundido (6,8%).


Para o diretor titular do Ciesp São Carlos, Paulo Giglio, os números refletem tanto os desafios conjunturais quanto características estruturais da economia regional. “Mesmo com a oscilação no volume exportado, a região mantém uma base industrial sólida e diversificada, com forte presença de produtos de maior valor agregado, especialmente no segmento de máquinas e equipamentos, o que demonstra competitividade no cenário internacional”, afirma.


Os Estados Unidos (23,6%), o México (22,7%) e o Peru (7%) foram os principais destinos das exportações regionais. Já as importações tiveram como principais origens Estados Unidos (17,1%), China (17,1%) e Alemanha (12,1%), evidenciando a integração da região com importantes economias globais.


O levantamento considera os municípios que integram a Diretoria Regional do Ciesp São Carlos: Analândia, Boa Esperança do Sul, Descalvado, Dourado, Ibaté, Pirassununga, Porto Ferreira, Ribeirão Bonito, Santa Cruz da Conceição, Santa Rita do Passa Quatro, Trabiju e São Carlos.


Desempenho local
As exportações em São Carlos totalizaram US$ 79,9 milhões no primeiro bimestre do ano, o que representa 77,3% do valor registrado pela regional. O dado reforça o papel do município como principal polo exportador da região. No ranking estadual, a cidade ocupa a 29ª posição.


A pauta exportadora local é marcada por produtos industriais de maior complexidade, com destaque para motores de pistão de ignição por faísca (42,5%), lápis (20,2%) e ferramentas pneumáticas ou hidráulicas (13,1%). As compras do exterior também foram majoritariamente compostas por itens industriais, como partes destinadas a motores (11,8%), veios de transmissão e cambotas (9,2%) e máquinas, aparelhos e materiais elétricos (5,3%), o que indica a aquisição de componentes e equipamentos ligados à atividade produtiva.


México (40,7%) e Estados Unidos (30,3%) concentram a maior parte dos destinos das exportações de São Carlos. Já as importações têm origem principalmente nos Estados Unidos (21,4%), China (18,8%) e Alemanha (14,4%).


Segundo Giglio, o déficit comercial não deve ser analisado isoladamente. “Grande parte das importações está ligada à aquisição de máquinas, equipamentos e insumos industriais, que são fundamentais para a modernização das empresas e para sustentar a capacidade produtiva da região. Ou seja, há um movimento de investimento que pode se refletir em ganhos futuros de competitividade”, destaca.