Você esta usando um navegador desatualizado. Para uma experiência de navegação mais rápida e segura, atualize gratuitamente hoje mesmo.
  • calendar_month
  • update
  • share Compartilhe

Indústria de transformação segue na liderança da pauta exportadora no primeiro quadrimestre do ano, com destaque para máquinas e equipamentos produzidos em São Carlos

As exportações nas cidades que compõem a regional do CIESP São Carlos somaram US$ 232,5 milhões entre janeiro e abril de 2026, resultado 4,8% superior ao registrado no mesmo período do ano passado. O avanço foi puxado principalmente pela indústria de máquinas e equipamentos, responsável por mais da metade da pauta exportadora regional.


Os dados reforçam o protagonismo de São Carlos, responsável por 81,6% do total exportado no período. Sozinha, a capital da tecnologia embarcou US$ 189,7 milhões em produtos para o exterior. Na sequência aparecem Ibaté, com cerca de US$ 20 milhões (8,6%), e Descalvado com US$ 10,3 milhões (4,4%).


O levantamento considera os municípios que integram a Diretoria Regional do CIESP São Carlos: Analândia, Boa Esperança do Sul, Descalvado, Dourado, Ibaté, Pirassununga, Porto Ferreira, Ribeirão Bonito, Santa Cruz da Conceição, Santa Rita do Passa Quatro, Trabiju e São Carlos.


Apesar do avanço das exportações, a balança comercial regional segue deficitária. No mesmo período, as importações totalizaram US$ 320,8 milhões, gerando um déficit comercial de US$ 88,3 milhões.


Os principais produtos exportados foram máquinas, aparelhos e instrumentos mecânicos, que correspondem a 51,9% do total embarcado. Também tiveram destaque obras diversas (12,4%) e açúcares e produtos de confeitaria (8,7%). Do lado das importações, predominam máquinas, aparelhos e instrumentos mecânicos (38,1%), máquinas, aparelhos e materiais elétricos (10,3%) e adubos ou fertilizantes (8,4%).


Para o diretor titular do CIESP São Carlos, Paulo Giglio, os números demonstram a relevância da indústria regional no cenário internacional, especialmente em setores de maior valor agregado. “A região de São Carlos possui uma indústria altamente diversificada e com forte capacidade tecnológica, o que se reflete diretamente na competitividade dos produtos exportados. O desempenho dos últimos meses mostra uma aceleração das exportações. A regional havia somado US$ 103,3 milhões entre janeiro e fevereiro e encerrou abril com US$ 232,5 milhões embarcados, revelando a capacidade das empresas locais de acessar mercados estratégicos e manter relações comerciais consistentes com diferentes países”, afirma.


Giglio destaca, no entanto, que o déficit comercial exige atenção, principalmente diante da dependência de insumos e equipamentos importados. “Grande parte das importações está relacionada justamente à modernização industrial, compra de máquinas e aquisição de componentes utilizados pela própria indústria regional. Isso mostra uma economia dinâmica, mas também reforça a importância de ampliar a competitividade local e estimular cadeias produtivas mais integradas”, completa.


Desempenho local


Entre os principais destinos das exportações de São Carlos no primeiro quadrimestre estão México (US$ 53,5 mi), Estados Unidos (US$ 52,9 mi) e Peru (US$ 19,4 mi). Também aparecem entre os principais parceiros comerciais Argentina, Chile e Índia.


Já as importações realizadas pelo município tiveram como principais origens os Estados Unidos, com US$ 53,5 milhões, China, com US$ 42,2 milhões, e Alemanha, com US$ 38,3 milhões.


Entre os produtos com maior destaque nas exportações de São Carlos estão motores de pistão de ignição por faísca, lápis e materiais para escrita, ferramentas pneumáticas e hidráulicas de uso manual, além de bombas de ar, compressores e ventiladores industriais.