Fundada em São Carlos em 1977 e prestes a completar cinco décadas de história, a Bio-Art construiu uma trajetória que combina inovação, desenvolvimento tecnológico e presença internacional. Hoje, os produtos fabricados pela empresa chegam a profissionais da odontologia em mais de 80 países, levando também a marca da indústria são-carlense para diferentes mercados.
Com cerca de 120 colaboradores diretos, a Bio-Art segue investindo em automação, pesquisa, desenvolvimento de novos produtos e inteligência artificial. Nesta edição do Associado do Mês, Maria Isabel Piccin, CEO da Bio-Art Equipamentos Odontológicos Ltda., fala sobre os principais capítulos dessa trajetória, os desafios de competir globalmente e a importância de São Carlos e do Ciesp na história da empresa.
A Bio-Art construiu, ao longo de quase cinco décadas, uma trajetória marcada pela inovação. Quais foram os principais momentos dessa história e o que mais contribuiu para a consolidação da empresa?
A Bio-Art construiu sua trajetória com base em valores que fazem parte da nossa cultura: cordialidade, desenvolvimento de pessoas, ética, honestidade, liderança, profissionalismo e sustentabilidade. Somados à busca constante pela qualidade, inovação e satisfação dos clientes, esses princípios foram fundamentais para a consolidação da empresa.
Ao longo dessas quase cinco décadas, alguns momentos foram especialmente importantes, como o início da internacionalização, em 1989; a conquista das certificações internacionais de qualidade, em 2003; e, em 2014, o recebimento do Prêmio Apex-Brasil de Excelência em Exportação.
Acreditamos que nosso crescimento seja resultado da combinação entre valores sólidos, valorização das pessoas, investimento contínuo em tecnologia, proximidade com os clientes e visão de longo prazo. Foi isso que permitiu à Bio-Art crescer de forma consistente no Brasil e conquistar espaço no mercado internacional.
Hoje, a Bio-Art está presente em mais de 80 países. O que essa atuação internacional representa para a empresa e quais são os principais desafios para uma indústria brasileira competir no mercado global?
A atuação internacional é motivo de muito orgulho e também um importante impulsionador da evolução da Bio-Art. A internacionalização ampliou nossa escala de produção e nos colocou em contato com diferentes mercados e necessidades, desafiando-nos permanentemente a elevar nossos padrões de qualidade, tecnologia, eficiência e competitividade.
Competir globalmente como indústria brasileira exige atender elevados padrões de qualidade e segurança, cumprir as diferentes exigências regulatórias de cada país, incluindo o registro dos produtos nos respectivos órgãos de saúde, e concorrer tanto com grandes fabricantes internacionais quanto com empresas locais. Além disso, precisamos manter preços competitivos sem abrir mão da qualidade e da confiabilidade dos nossos produtos.
Nossa presença internacional demonstra que a indústria brasileira tem capacidade para desenvolver tecnologia, fabricar produtos de qualidade e competir em nível mundial.
Quais são as principais frentes de investimento ou desenvolvimento da empresa e o que deve ganhar importância nos próximos anos?
Nossos investimentos estão concentrados principalmente na modernização e automação da produção, infraestrutura fabril, pesquisa e desenvolvimento de novos produtos, marketing e incorporação de inteligência artificial aos processos administrativos e produtivos.
Acreditamos que automação, digitalização e inteligência artificial terão papel cada vez mais importante no aumento da produtividade, na eficiência dos processos e na competitividade industrial.
Ao mesmo tempo, continuaremos investindo em engenharia, pesquisa e desenvolvimento de novos produtos. A inovação sempre fez parte da história da Bio-Art e continuará sendo um dos pilares do nosso crescimento.
Ao longo desses anos, como a presença da Bio-Art em São Carlos contribuiu para o desenvolvimento industrial e econômico da região?
São Carlos faz parte da história da Bio-Art. Foi aqui que a empresa nasceu, cresceu e continua desenvolvendo e fabricando seus produtos.
Atualmente, contamos com cerca de 120 colaboradores diretos, além dos empregos e da atividade econômica gerados indiretamente por meio de fornecedores e prestadores de serviços. Nossa contribuição também ocorre por meio da geração de renda, recolhimento de impostos, desenvolvimento de profissionais e fortalecimento da cadeia produtiva local.
Temos muito orgulho de ser uma indústria de São Carlos que desenvolve e fabrica produtos destinados a profissionais da odontologia em diversos países. De certa forma, cada produto Bio-Art exportado também leva um pouco da indústria de São Carlos e da tecnologia brasileira para o mundo.
Qual é a importância de entidades como o CIESP para o fortalecimento da indústria e para empresas como a Bio-Art?
Entidades como o CIESP têm papel importante no fortalecimento da indústria, especialmente pela representação do setor junto ao poder público, pela disseminação de informação e conhecimento e pela aproximação entre empresários e empresas.
Para a Bio-Art, o CIESP também oferece suporte em questões relevantes para a atividade industrial e o comércio exterior, como a emissão de certificados de origem, além de proporcionar oportunidades de relacionamento e troca de experiências com outros empresários.
Essa relação também faz parte da nossa história. Em 2017, Germano José Piccin, fundador da Bio-Art, foi eleito Industrial do Ano pelo CIESP São Carlos, um reconhecimento que teve significado especial para nossa empresa e para nossa trajetória na indústria local.
Acreditamos que a atuação de entidades como o CIESP, aproximando empresas, compartilhando conhecimento e representando os interesses da indústria, contribui para a construção de um setor industrial cada vez mais forte e competitivo.