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Alta da taxa de juros, exigência de garantias reais e falta de linhas de crédito adequadas comprometem investimentos, modernização e expansão do setor industrial

O diretor do CIESP Santo André, Eduardo Mazurkyewistz, concedeu entrevista ao Diário do Grande ABC para comentar os impactos da alta dos juros sobre a indústria brasileira, com destaque para os desafios enfrentados pelas pequenas e médias empresas do Grande ABC.

Durante a entrevista, Mazurkyewistz ressaltou que os juros elevados seguem como um dos principais entraves ao acesso ao crédito industrial. Dados da Confederação Nacional da Indústria (CNI), em parceria com a Associação Brasileira de Desenvolvimento (ABDE), indicam que oito em cada dez empresas industriais que enfrentaram dificuldades para obter crédito de curto ou médio prazo apontam os juros como o principal obstáculo.

Segundo o diretor, além do custo elevado do crédito, a exigência de garantias reais e a falta de linhas de financiamento adequadas às necessidades das empresas agravam o cenário, especialmente para os pequenos e médios negócios. “Esse cenário dificulta a renovação do parque fabril, a adoção de novas tecnologias e qualquer plano de expansão. A maioria das pequenas e médias indústrias não possui garantias reais suficientes, o que acaba inviabilizando o acesso aos recursos disponíveis”, afirmou.

A regional do CIESP Santo André, que abrange também os municípios de Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra, acompanha a tendência nacional. Especialistas avaliam que 2026 pode ser um ano desafiador para o setor industrial, diante da manutenção de uma política monetária restritiva.

Mazurkyewistz também destacou que não há, no curto prazo, perspectiva de mudança significativa no cenário econômico. “Não há orçamento público que gere superávit, o que impacta todo o sistema econômico. Isso torna o ambiente ainda mais restritivo para investimentos produtivos no Brasil”, pontuou.

Atualmente, a taxa Selic está no maior patamar desde 2006. De acordo com o Boletim Focus, divulgado pelo Banco Central, a expectativa do mercado financeiro é de que o índice encerre 2026 em 12,25%. A próxima reunião do Copom, responsável por definir a taxa básica de juros, está prevista para os dias 27 e 28 de janeiro.

Leia a matéria completa em:https://www.dgabc.com.br/Noticia/4280328/juro-alto-e-o-maior-entrave-para-oito-em-cada-10-industrias