Inflação acima da meta torna premente controle do gasto público, frisa Ciesp
- Atualizado em10/01/2025 – Ao comentar a alta da inflação de 4,83% em 2024, acima do teto definido pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), conforme divulgou o IBGE nesta sexta-feira (10/01), Rafael Cervone, presidente do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp) e primeiro vice da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), alertou ser necessário que a política fiscal tenha um papel mais ativo no combate à majoração dos preços em 2025. “O controle mais cuidadoso e responsável dos gastos públicos reduzirá a necessidade de juros altos, imporá menores custos ao setor produtivo e estimulará a economia”, ponderou.
Cervone acentuou que tal compromisso deve ser compartilhado por todas as esferas do setor público, abrangendo os Três Poderes e as instâncias municipais, estaduais e federal. “Obviamente, a União, dona do maior orçamento dentre os entes federados e responsável pelas diretrizes econômicas, tem maiores responsabilidades nesse processo”, salientou, acrescentando: “Também é necessário que o Executivo e o Legislativo discutam os cortes dos gastos públicos de modo mais republicano, pois o dinheiro dos impostos que mantém o Estado pertence ao povo brasileiro e não pode ser usado como moeda de troca”.
No embalo do avanço do PIB em 2024, o presidente do Ciesp disse esperar que, a partir da nova gestão no Banco Central, cuja independência deve ser sempre respeitada, possa haver mais equilíbrio entre as políticas fiscal e monetária, com redução do déficit público e diminuição das taxas de juros. “Esta é a equação fundamental para Brasil dar um novo salto em termos de crescimento sustentado”, enfatizou.