Vice-cônsul diz que EUA querem ampliar presença em Marília - CIESP

Vice-cônsul diz que EUA querem ampliar presença em Marília

O vice-cônsul de economia e política dos Estados Unidos, Benjamin Le Roy, se reuniu com empresários da região de Marília, nesta quarta-feira (8), durante visita à Diretoria Regional, com o objetivo de conhecer a entidade.

O diplomata norte-americano elogiou a infraestrutura local e sinalizou que os EUA podem transferir tecnologia para o setor produtivo regional. “Num segundo momento, vamos criar parcerias com as empresas para mantermos contato em questões de interesse, como exportação de produtos e transferência de tecnologia”, indicou.

Le Roy ressaltou Brasil e EUA são parceiros e podem ampliar a relação bilateral. “Estou aqui para entender o que pode ser feito para aumentar as oportunidades de negócios com meu país”, declarou.

Para o diretor-titular do Ciesp Marília, Flavio Peres, a aproximação comercial pode se dar por meio do aumento da importação de produtos tecnológicos que agreguem valor às exportações da região. “Precisamos manter uma relação ‘ganha-ganha’: oferecemos produtos que os EUA necessitem e, em contra partida, temos acesso a novas tecnologias”, frisou.

Participaram da recepção ao diplomata o prefeito de Marília, Mario Bulgareli; o secretário da Indústria e Comércio, Paulo Boechat; e o vice-prefeito, Ticiano Tófoli.

Pauta comercial
Na 17ª posição do ranking elaborado pelo Departamento de Estudos e Pesquisas Econômicas (Depecon) do Ciesp e da Fiesp, sobre a participação de 39 regiões paulistas nos US$ 65 bilhões da pauta exportadora do estado no ano passado, os 29 municípios sob jurisdição do Ciesp Marília negociaram US$ 1 bilhão no mercado global. O fluxo exportador registrou alta de 27% sobre 2007.

A corrente de comércio regional cresceu 24% em 2008, indo de US$ 976 milhões para US$ 1,2 bilhão. A participação das 29 cidades é equilibrada, tendo o município de Marília respondido por apenas 3,7% das exportações e 12% das importações.

O aumento de 9% na compra de produtos importados pela região – que avançou de US$ 161,7 milhões, em 2007, para US$ 176 milhões, no ano passado – não impediu que o superávit da balança comercial crescesse 31%, passando de US$ 653 milhões, no ano anterior, para US$ 856,6 milhões, em 2008.

Nivaldo Souza, Agência Ciesp de Notícias