TV Interativa Ciesp é inaugurada com 700 empresários-expectadores - CIESP

TV Interativa Ciesp é inaugurada com 700 empresários-expectadores







Kênio Hernandes

PROGRAMAÇÃO – Canal terá 28 horas mensais para abordar temas de interesse do setor produtivo


O primeiro canal de comunicação via satélite do setor produtivo paulista, a TV Interativa Ciesp, foi inaugurado nesta terça-feira (9) pelo presidente da entidade, Paulo Skaf. Foi a primeira transmissão da rede estadual, que terá 28 horas mensais de programação voltada para auxiliar o empresariado no desempenho de suas atividades, em áreas como comércio exterior, crédito, jurídica e meio ambiente, entre outras.

“O objetivo da TV Interativa é aproximar nossos diretores, conselheiros e empresários”, indicou Skaf. “Vamos trocar idéias e interagir para ficarmos mais atualizados em diversos temas que interessam aos empresários, a indústria e ao País.”

O dirigente utilizou a tecnologia para conversar sobre economia brasileira com cerca de 700 empresários associados às 43 diretorias Regionais, Municipais e Distritais do Centro das indústrias do Estado de São Paulo.

Por meio de canal de voz e e-mail, os empresários fizeram 40 perguntas a Paulo Skaf, que respondeu a algumas delas ao vivo e se comprometeu a encaminhar respostas por escrito e via telefone às demais.

Economia
Na pauta da primeira transmissão, a economia dominou a programação de uma hora e meia. O motivo foi o recuo de 0,8% do Produto Interno Bruto (PIB)no primeiro trimestre de 2009, divulgado ontem pelo IBGE. A queda, somada a retração do PIB de 3,6%, registrada nos últimos três meses do ano passado, coloca a economia em estado de recessão técnica.

Analisando o que classificou de “conflito entre estatística e realidade”, Paulo Skaf enquadrou os números no contexto da crise econômica internacional, que desembarcou no Brasil em setembro de 2008, fazendo o PIB recuar de positivos 1,7%, no 3° trimestre, para os -3,6% do período subseqüente. “Foi a segunda maior retração mundial, somando 5,3% de queda”, lembrou.

Fase aguda







Kênia Hernandes

SKAF – Para crescer no patamar de 2008, PIB precisa pontuar alta de 2,4% nos próximos trimestres. “Este ano não é possível, lamentavelmente, atingirmos este objetivo.”

O presidente da Fiesp/Ciesp se mostrou cético quanto à melhora rápida da atividade econômica ainda este ano, que segundo continua em “fase aguda” da crise.

“Os próximos trimestres tendem a ser melhores, mas o ano dificilmente terá um crescimento positivo do PIB. Para que isso aconteça, precisaríamos crescer uma média de 2,4% por trimestre, o que nos faria terminar o ano com um incremento entre 1% e 1,5%”, avaliou Skaf.

A dificuldade estaria no estado de retração que a economia global deve pontuar, estimada entre 1,5% a 2%. “Pensar que há possibilidade de crescimento médio de 2,4% não é encarar a realidade. A realidade nos mostra que a tendência termos um PIB negativo, e que para ele ser de menos 1% teríamos que ter uma média trimestral [positiva] de 1%”, analisou.

Skaf sinaliza que para fechar o PIB em soma zero, sem queda ou crescimento, o País teria que manter média trimestral de 1,7%. “Este índice foi o que o Brasil cresceu no 3° trimestre de 2008, quando o País vinha a toda velocidade. Este ano não é possível, lamentavelmente, atingirmos este objetivo”, considerou.

Sugestões Fiesp/Ciesp
Para o enfrentamento da crise e a recuperação da atividade econômica a patamares similares ao do ano passado, o presidente do da Fiesp/Ciesp indicou três medidas que deveriam ser adotadas pelo Estado com urgência:

· Aumentar o crédito disponível, principalmente, para micro, pequenas e médias empresas;

· Desonerar a carga de impostos sobre a cadeia produtiva;

· Reduzir a Selic a 7%.

Nivaldo Souza, Agência Ciesp de Notícias