SP é 2ª em ranking do Ciesp sobre exportações paulistas - CIESP

SP é 2ª em ranking do Ciesp sobre exportações paulistas

Por seu volume de exportações no 1° trimestre de 2009, a Região Metropolitana de São Paulo alcançou a 2ª posição no ranking elaborado pelo Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp), sobre a participação de 39 regiões paulistas nos US$ 9,8 bilhões da pauta exportadora estadual, responsáveis por 31,5% do montante vendido pelo Brasil no mercado global no período.

As vendas externas da RMSP caíram 45% sobre o 1º trimestre de 2008, passando de US$ 2,1 bilhões para US$ 1,21 bilhão. A Região, formada pelos municípios de Caieiras, Embu-Guaçu, Franco da Rocha, Francisco Morato, Itapecerica da Serra, Juquitiba, São Lourenço da Serra e São Paulo, foi responsável por 12% da pauta exportadora paulista.

Apesar do recuo, São Paulo só ficou atrás de São José dos Campos – cujo volume exportado por seus oito municípios representou 13% das vendas estaduais ao mercado externo. Na comparação com o mesmo período do ano passado, também houve uma queda de 30% – de US$ 1,7 bilhão para 1,23 bilhão nos três primeiros meses de 2009.

O terceiro lugar ficou com a região de Campinas: apesar da queda de 37% nas exportações, os US$ 763,3 milhões vendidos ao mercado externo representaram 8% de tudo o que o estado negociou no período.

A lista foi elaborada pelo Departamento de Estudos e Pesquisas Econômicas (Depecon) do Ciesp e da Fiesp, a partir de dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).

Números
A corrente de comércio da Grande São Paulo caiu 23%, passando de US$ 4,7 bilhões para US$ 3,6 bilhões em 2009 – o equivalente a 17% do fluxo estadual.

As importações registraram decréscimo de 5%, passando de US$ 2,5 bilhões para US$ 2,4 bilhões na comparação dos dois trimestres, volume correspondente a 20% do fluxo paulista.

Com o resultado, o déficit comercial foi ampliado, avançando de US$ -346,5 milhões para quase US$ -1,2 bilhão no período.

Entre os itens enviados ao exterior, destaque para a venda de açúcar e álcool (US$ 180,7 milhões), produtos de soja (US$ 167,6 milhões) e pasta química de madeira (US$ 91,6 milhões). A presença do complexo de soja se deve ao critério de classificação da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do MDIC, que considera o domicílio fiscal da empresa exportadora e não o local de produção.

Já entre os produtos importados, tiveram maior peso materiais hospitalares (US$ 202,1 milhões), aeronaves (US$ 150 milhões) e turborreatores (US$ 82,2 milhões).

SP: balança deficitária
No 1º tri de 2009, o saldo da balança comercial do estado de São Paulo foi deficitário em US$ 2 bilhões. Os produtos paulistas representaram aproximadamente 37% (US$ 21,6 bilhões) do total negociado pelo Brasil no mercado global.

As exportações movimentaram US$ 9,8 bilhões, registrando queda de 29% em relação ao 1º tri de 2008. Já o volume importado somou US$ 11,8 bilhões, diminuição de 14%.

Brasil: superávit maior
O superávit comercial do Brasil aumentou 9%, fechando o trimestre com US$ 3 bilhões. No mesmo trimestre do ano anterior, a diferença entre exportações e importações computou US$ 2,7 bilhões de ganho para o País.

A corrente de comércio somou US$ 59,3 bilhões, queda de 20% na comparação com o mesmo período de 2008. As exportações de produtos brasileiros no 1º tri de 2009 somaram US$ 31,1 bilhões, queda de 19%. A entrada de importados movimentou US$ 28,1 bilhões, recuo de 22%.

Veja os destaques do estudo elaborado pelo Depecon/Ciesp.

Mariana Ribeiro e Nivaldo Souza, Agência Ciesp de Notícias