Seminário elenca desafios para ampliação das telecomunicações nos municípios - CIESP

Seminário elenca desafios para ampliação das telecomunicações nos municípios

Agência Indusnet Fiesp

Para traçar um cenário com os principais desafios do setor de telecomunicações nos municípios brasileiros, especialistas participaram na manhã desta quarta-feira (22/8) de seminário promovido pelo Departamento de Infraestrutura (Deinfra) da Fiesp e do Ciesp, com moderação do diretor de Telecomunicações do Deinfra, Ricardo Dieckmann.

Segundo análise do presidente-executivo da Federação Brasileira de Telecomunicações (Febratel), Eduardo Levy, o tráfego móvel de dados no Brasil deverá avançar seis vezes mais entre 2016 e 2021, uma taxa média de crescimento de 41%. Para ele, é preciso que a indústria relacionada ao tema pressione por uma mudança radical a fim de conectar todas as regiões do país. “Em inúmeras cidades lidamos com prefeituras que não compreendem como funciona o sistema de antenas e proíbem instalações”, contou. 

Da Associação Brasileira de Infraestrutura para Telecomunicações (Abrintel), também diretor do Deinfra da Fiesp, Lourenço Pinto reforçou a fala de Levy e colocou como uma grande luta do setor o preconceito de que o uso do celular provoca câncer. “Na lista de risco da Organização Mundial da Saúde (OMS), o celular está muito abaixo do cafezinho”, defendeu.

Setor enfrenta restrições com legislações municipais que dificultam processos de licenciamento Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Com base na experiência da Prefeitura de São Paulo, o secretário de Inovação e Tecnologia Daniel Annenberg chamou de assustadora a burocracia que cerca as ações também com foco tecnológico na cidade. “Serviços eletrônicos melhoram a qualidade de vida das pessoas e dão transparência aos serviços públicos, além de promover ideias de combate à corrupção que de fato ajudam os cidadãos”, disse.

Annenberg afirmou ainda que o modelo de transição de cidades tradicionais para inteligentes passa por quatros passos essenciais: infraestrutura de conectividade, sensores positivos conectados, centros integrados de operação e, por fim, controle e interfaces de comunicação.

Presidente da consultoria Teleco, Eduardo Tude explicou a evolução da tecnologia de celulares no Brasil e as demandas que ela trouxe para o aumento da infraestrutura. “Temos 17 milhões de celulares 4G, só no DDD 11; 8,6 milhões 3G e 2,1 milhões 2G”, detalhou. Tude apontou como fundamental cobertura de internet, por antenas, principalmente entre a população periférica nas cidades.

O assessor da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) Humberto Pontes Silva, por sua vez, caracterizou padrões de consumo em telecomunicações e desenhou um panorama dos serviços atuais, contextualizando aspectos regulatórios e desafios. “A demanda exponencial por tráfego é notória, principalmente com uso intensivo na área serviço de vídeos”, disse. Também participou do evento o diretor do departamento de Banda Larga do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), Artur Coimbra de Oliveira.