Quem não ouve é carta fora do baralho, diz apresentador do CQC - CIESP

Quem não ouve é carta fora do baralho, diz apresentador do CQC

Interatividade, quantidade, velocidade e mobilidade. Estes são os ingredientes da comunicação nos dias de hoje, que há dez anos deu um salto na produção de informação, com o surgimento das novas mídias – principalmente internet e tecnologia celular.


“Antes era uma via de mão única, as pessoas só consumiam o conteúdo. Hoje, elas debatem o que está sendo recebido. Houve uma mudança radical de direção”, afirmou o roteirista do programa humorístico CQC, Marcelo Tas, em sua palestra no V Congresso Paulista de Jovens Empreendedores, na Fiesp/Ciesp, nesta segunda-feira (16).


O apresentador, que também é jornalista e ator, destacou a dimensão do fluxo compartilhado de informação: apenas nos servidores da ferramenta de busca Google, rodam diariamente 20 petabytes de informação, o equivalente a 3 megabytes por habitante do mundo.


“Em dois anos, geramos a mesma quantidade de informação produzida em toda a história do homem”, enfatizou Tas, fazendo referência a uma pesquisa feita pela Universidade de Berkeley, na Califórnia, Estados Unidos.


Ouvir: chave do sucesso
Falando a uma plateia de 700 jovens empresários, Marcelo Tas contou que dedica três horas de seu dia para responder e-mails. Ele também tem um blogue e um perfil na rede social Twitter – a maior vantagem é poder saber, em poucos minutos, tudo o que foi comentado sobre cada edição do CQC, que vai ao ar às segundas-feiras, na Band.

“Eu não gasto, mas invisto parte do meu dia respondendo e-mails, porque esse é meu trabalho. Estamos entrando em uma era onde, quem não ouve, é carta fora do baralho. As empresas que não fizerem isso, estarão falando sozinhas”, disse.


Para Tas, que sempre acreditou no humor como a maneira mais eficiente de transmitir informação, a irreverência é uma virtude fundamental para atingir o sucesso, seja no campo pessoal ou profissional.


“O empresário irreverente é alguém que se deixa ser corrigido, e quer aprender com seus consumidores. Não dá mais para tapar o sol com a peneira, punindo e impedindo que a informação circule”, resumiu o apresentador, em debate com a plateia.


Mariana Ribeiro, Agência Ciesp de Notícias