Presidente do Ciesp e da Fiesp defende redução de impostos na Saúde - CIESP

Presidente do Ciesp e da Fiesp defende redução de impostos na Saúde

Em palestra ministrada na quarta-feira (6), em Campinas, para mais de 300 provedores, presidentes, diretores e administradores hospitalares, o presidente do Ciesp e da Fiesp, Paulo Skaf, garantiu apoio às Santas Casas e hospitais beneficentes – instituições que acumulam dívida de R$ 1,8 bilhão junto a bancos e fornecedores.

“É inaceitável que esses hospitais, responsáveis por dois terços dos atendimentos do SUS, tenham de recolher 18% de ICMS na compra de materiais”, exclamou o presidente, ao defender redução do imposto e uma “Lei Rouanet para a Saúde”.

“Sabemos que o momento não é favorável a incentivos e isenções fiscais, porque há queda de arrecadação aos cofres públicos. Mas a alíquota de 18% é um absurdo”, observou Skaf após apresentar os principais números do País nestes oito meses, desde que se instalou a crise financeira mundial.

Segundo ele, os próximos seis meses serão melhores que os seis últimos, “mas o País deverá registrar crescimento negativo, em torno de 1,5%, neste ano”, previu.
“Ainda assim, o Brasil está em condições melhores do que Japão, Estados Unidos e alguns países da Europa, como a França e a Grã-Bretanha, cujas economias devem encolher muito mais, algo em torno de 6%”, comparou.

Reajustes na Tabela
Os problemas na Saúde, além de crônicos, também são pontuais, lamentou José Reinaldo Nogueira de Oliveira Jr., presidente da Federação das Santas Casas e Hospitais Beneficentes (Fehosp), entidade organizadora do evento e que está completando 50 anos.

“Nos últimos cinco anos, 23 desses hospitais encerraram atividades por problemas financeiros”, disse o presidente da Fehosp.

Uma das razões, segundo ele, é a defasagem de valores na Tabela de Procedimentos do SUS, que cobrem em média apenas 60% dos custos hospitalares.

“Em alguns casos, o déficit é muito maior. Uma cirurgia, no valor de R$ 1.180, no SUS se paga R$ 296,29 pelo mesmo procedimento”, assinalou Oliveira Jr..

Skaf ouviu ainda outras reivindicações dos congressistas, como a falta de financiamentos, e prometeu “unir esforços e trabalhar em sinergia” pela desoneração de vários itens da cadeia de materiais e equipamentos hospitalares, tema que já frequenta a pauta do Comsaúde – comitê criado no âmbito da Fiesp para tratar dos temas ligados à cadeia.

Skaf ofereceu, ainda, apoio das unidades do Senai e a rede de Diretorias Regionais do Ciesp na qualificação e capacitação de profissionais do setor e na gestão de ações pela melhoria dos serviços de saúde nos municípios paulistas.

Rubens Toledo, Agência Ciesp de Notícias