Presidente da Colômbia busca investimentos no Brasil - CIESP

Presidente da Colômbia busca investimentos no Brasil







Foto: Vitor Salgado

Uribe assegura que ambiente de negócios colombiano é seguro para receber investimentos

Em visita à Fiesp, o presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, afirmou que seu país possui um arcabouço jurídico com valor democrático e pratica uma política social séria. Portanto, está pronto para receber investimentos do Brasil.

 


“Talvez esta crise financeira mundial possa comprometer a confiança que quero passar ao Brasil, mas seguiremos em frente trabalhando”, argumentou Uribe, após ser agraciado com a Ordem do Mérito Industrial de São Paulo – comenda oferecida a personalidades e instituições que têm o reconhecimento da indústria paulista.

Entre as empresas que ouviram seu discurso inflamado estavam: Embraer, Votorantin, Camargo Correa, Odebrecht e Petrobras.

De acordo com Uribe, Colômbia e São Paulo têm pontos possíveis de intercâmbio. Ele destacou, por exemplo, o avanço do Estado em pesquisas tecnológicas na agricultura, e enfatizou a parceria brasileira no fornecimento de maquinário agrícola e de aviões.
Além disso, deixou claro que pretende diminuir o déficit comercial da Colômbia com o Brasil, hoje em US$ 1,4 bilhão (R$ 3,16 bilhão).

Balança em alta
A
relação comercial entre Brasil e Colômbia passa por seu melhor momento, tendo evoluído de US$ 573 milhões, em 1998, para US$ 3,12 bilhões, em 2008. O fluxo da balança é superavitário para o lado brasileiro, com US$ 1,466 bilhão no ano passado, quando o País exportou US$ 2,29 bilhões. Os principais itens da cesta de produtos são: aparelhos celulares, com US$ 164,9 milhões; tubos de ferro e aço, US$ 89,6 milhões; e aviões a turboélices, US$ 85,9 milhões.

O desnível da balança tem sido diminuído pelo vizinho caribenho. Na comparação 2007-2008, a expansão das exportações colombianas para o mercado brasileiro foi de 94,3%, passando de US$ 427 milhões, para US$ 829 milhões. O aumento foi puxado pela maior presença do petróleo na lista de produtos importados pelo Brasil, que saltou US$ 91 milhões para US$ 164,4 milhões. Além de carvões minerais, que passaram de US$ 68 milhões, para US$ 205 milhões.

A corrente bilateral foi intensificada após a assinatura de acordos pelos presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Álvaro Uribe, em 2003, que estabeleceram parceria para ampliar a aproximação comercial e de infraestrutura.

Como resultado, o Brasil assumiu, em 2007, a posição de 3° maior investidor estrangeiro na Colômbia, com US$ 529 milhões – 25 vezes mais que no ano anterior. O fluxo de capital colombiano em solo brasileiro foi de US$ 167 milhões naquele ano.

Fábio Rocha, Agência Indusnet Fiesp