Pequenas empresas têm espaço para investir em novos consumidores - CIESP

Pequenas empresas têm espaço para investir em novos consumidores

O desenvolvimento de novas tecnologias está trazendo também novas oportunidades para as micro e pequenas empresas. O assunto foi tema do painel “Acessos a novos mercados”, promovido nesta terça-feira (20) no IV Congresso da Micro e Pequena Indústria da Fiesp.

O coordenador do curso de Comunicação e Marketing Digital, da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), Marcelo Lobianco, disse que a internet criou um novo tipo de consumidor. “Ele consome conteúdo com fragmentos e vive num ambiente em que acredita encontrar as melhores ofertas de produtos e serviços, e os melhores amigos”.

Segundo Lobianco, no ano passado foram vendidos mais computadores do que televisão no Brasil. “Mas ainda há muito a ser feito. Atualmente, a logística funciona bem e o País tem cerca de 12 milhões de compradores eletrônicos”, revelou.

Para o professor, as vendas eletrônicas permitiram o retorno às origens, quando as indústrias faziam venda direta. Exemplos não faltam, como a gigante de computadores Dell e a de eletroeletrônicos Sony. “Entretanto, conquistar o consumidor é uma tarefa difícil”, opinou.

Links patrocinados
Representante comercial do Google no Brasil, Alexandre Yokoyama, explicou que os resultados do site de mais buscas mais famoso do mundo é obtido a partir da relevância dos endereços visitados pelos próprios internautas.

“A busca orgânica não é comercial”, afirmou. Ele disse que para comercializar espaços a empresa criou os links patrocinados. Entretanto, existem critérios, uma verdadeira equação, que leva em conta a palavra-chave, o texto do anúncio e o conteúdo do site.

O diretor do Comitê de Jovens Empreendedores (CJE) da Fiesp, Cristiano Miano, defendeu que os links patrocinados podem aumentar o contato das empresas com os consumidores.

Mercado internacional
Durante as discussões do Congresso da Micro e Pequena Indústria foi consenso de que o Brasil está na mira do mercado internacional e que agora é a chance de as pequenas empresas começarem a pensar na internacionalização.

Dados da Fiesp mostram que as micro e pequenas indústrias no Brasil hoje representam 98%. No entanto, participam com apenas 3% das vendas ao exterior. A título de comparação, na Europa, este índice oscila entre 25% a 40%.

Para o professor da Escola de Negócios Trevisan, Olavo Furtado, o processo de internacionalização não é uma ação de curto prazo, mas os resultados são expressivos. “Não somos um País emergido, mas as mudanças já começaram, e não podemos deixar as oportunidades passarem”, explicou.

Olavo Furtado deu o receituário para uma empresa começar a pensar no mercado externo.Conforme ele, a participação em feiras e rodadas de negócios é o primeiro passo. Já o segundo é buscar parcerias com agências de fomento e instituições que promovam a aproximação entre as empresas, como a Fiesp e Apex.

Lucas Alves e Fábio Rocha, Agência Indusnet Fiesp