PDP: Objetivo é envolver setor privado nas políticas de desenvolvimento do país - CIESP

PDP: Objetivo é envolver setor privado nas políticas de desenvolvimento do país

PDP: Objetivo é envolver setor privado nas políticas de desenvolvimento do país

 

O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, disse na tarde de ontem (12), durante o Congresso da Indústria 2008, que a Política de Desenvolvimento Produtivo (PDP) do governo federal “não se destina a socorrer um ou outro setor” por se tratar de um “um plano de desenvolvimento e de competitividade” da indústria nacional.

 
Segundo o ministro, o objetivo da política é ser abrangente sem perder o foco estratégico das políticas públicas do governo. “Sabemos que nenhuma política industrial tem o objetivo de resolver todos os problemas de um país. Temos no governo uma série de iniciativas como o PAC, a proposta de reforma tributária, o plano de ação de ciência tecnologia e inovação, e o plano de desenvolvimento da educação que se somam à PDP”, declarou.
 
De acordo com Miguel Jorge, o objetivo da PDP é ter participação importante no desenvolvimento do país, fazendo com que setores se envolvam mais ativamente no processo de formulação de política públicas com o governo. “O setor privado terá mais participação na implementação das políticas de desenvolvimento”, garantiu.
 
Metas definidas
Apontando a desoneração de R$ 21 bilhões para o setor de transformação até 2010 como parte importante da nova política industrial, o ministro apresentou as três áreas mais importantes para implementação do projeto. Nos investimentos públicos e privados, a meta é atingir R$ 620 bilhões, saindo de 15% para 21% do PIB. Aumentar a participação brasileira no comércio mundial para 1,25%, equivalente a US$ 208,8 bilhões, também, é prioridade. Em 2007, o Brasil movimentou U$ 160 bilhões, com participação de 1,18% nas exportações globais. Em tecnologia, a pretensão é ampliar os recursos investidos em pesquisa e desenvolvimento (P&D) de 0,51% do PIB, em 2007 (R$ 11,9 bilhões), para 0,65% até 2010 (R$ 18,2 bilhões).
 
Miguel Jorge afirmou que a formulação da PDP privilegiou a objetividade e o estabelecimento de prazos de execução. “Consideramos que seria absolutamente necessário ter metas claras, objetivos e responsabilidades muito bem definidas para a gestão da política”, afirmou.
 
No mesmo sentido, o ex-ministro da pasta e ex-embaixador do Brasil em Londres e Paris, Sérgio Amaral, destacou os aspectos inovadores da PDP. “Desde o ano 2000 nós começamos a praticar uma política industrial. Mas nunca talvez esse esforço foi tão longe nem a proposta tão exigente, tão ambiciosa, tão detalhada nos seus objetivos, meios e processo de gerenciamento. Esse é um passo na direção correta, resolve várias questões pendentes há muito tempo”, disse Amaral, que foi ministro do desenvolvimento no governo FHC e hoje é coordenador dos conselhos superiores do Instituto Roberto Simonsen e da Fiesp.
 
Agência Ciesp de Notícias
Nivaldo Souza
12/06/2008