Para europeus, Brasil deve sair da crise antes que o resto do mundo - CIESP

Para europeus, Brasil deve sair da crise antes que o resto do mundo

Durante esta semana, o presidente da Federação e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp), Paulo Skaf, cumpre agenda de encontros com investidores e autoridades da França e da Inglaterra. Seu objetivo: mostrar como o Brasil está preparado para enfrentar a crise e sua capacidade para receber novos investimentos para crescer.

Em Paris, foi homenageado, no dia 18, em almoço organizado pelo embaixador brasileiro em Paris, José Maurício Bustani. Estavam presentes executivos de grandes empresas com negócios no Brasil, como Alstom, Accor, L’Oréal, Saint Gobain, GDF Siez e Dassault Aviation, além de representantes do Ministério da Economia francês, da Prefeitura de Paris e presidentes da Câmara de Comércio Brasileiro na França e do Banco do Brasil.

Na ocasião, Skaf defendeu novos investimentos e ouviu a cobrançapor menos tributos dos franceses, que semostrarambastante interessados em investimento em infraestrutura e turismo no Brasil.

Segundo o presidente das entidades, há uma percepção positiva dos europeus quanto à forma como o País tem enfrentado a atual crise econômica mundial: “A visão que eles têm é de que Brasil vai sair da crise antes de todos os outros países, por ter sido pego num momento sólido de sua economia”. No entanto, alertou que os investidores estrangeiros ainda se sentem inseguros em relação à disponibilidade de crédito no País.

“Devemos aproveitar as janelas que a crise pode oferecer, como a oportunidade de nossas empresas se internacionalizarem, de comprar ou de se associar a grandes grupos de países desenvolvidos, neste momento. Mas para isso precisamos nos reposicionar, investir em educação e tecnologia”, observou o dirigente.

E é justamente com a intenção de pensar em parcerias de tecnologias entre Brasil e Reino Unido queSkaf encontra-se, nesta quinta-feira (21), com a empresa da Universidade de Oxford, Isis Innovation, criada para desenvolver e transferir tecnologia.

Também nesta quinta-feira, está prevista uma reunião com o secretário de Negócios britânico, Peter Mandelson, um forte defensor da conclusão das negociações de comércio. E, na sexta-feira (22), encerrando sua missão na Europa,o líder empresarialconversará com Martin Broughton, diretor-geral da Confederação das Indústrias Britânicas, e Ian Luder, Lord Mayor da City de Londres, considerada um dos principais centros financeiros do mundo e responsável por mais de 5% do PIB do Reino Unido.

Relações bilaterais
A Fiesp tem exercido um importante papel nas parcerias de investimento e de comércio com o exterior. Fazendo o que se pode chamar de “diplomacia empresarial”, nos últimos quatro anos, a entidade recebeu mais de quinze ministros e altos representantes de diferentes áreas do Reino Unido, sem falar de missões empresariais e líderes de vários setores da produção.

A corrente de comércio Brasil-Reino Unido, no ano passado, registrou movimento de 6,3 bilhões de dólares. O que representa 0,33% do comércio exterior dos dois países, que foi U$ 1,5 trilhão. Mas, na avaliação de Skaf, essa troca pode ser muito maior, já que se tratam deduas nações de grande potencial em vários setores da economia.

Para o dirigente, o Brasil precisa buscar formas de diversificar e dinamizar o intercâmbio bilateral. E a colaboração com o Reino Unido, tanto oficial quanto privada, poderia ser intensificada em áreas de excelência em que este país tem vantagens competitivas, como a de alta tecnologia, nanotecnologia e biotecnologia.

Outra área em que se poderia construir uma importante parceria, na opinião de Skaf,é adas novas tecnologias verdes (clean tecnology). E eleafirma: “A Fiesp está pronta a dar todo apoio a uma aproximação empresarial nessa área”.

Homenagem
Nesta quarta (20), Paulo Skaf participou da solenidade de entrega do prêmio Personalidade do Ano (2009), organizado pela Câmara Brasileira de Comércio no Reino Unido. Neste ano, os homenageados foram o ministro das Minas e Energia, Edison Lobão, e Robert Wilson, presidente de dois importantes grupos britânicos, British Gas e The Economist. O presidente da Fiesp/Ciesp foi quem entregou a premiação e fez o discurso de saudação a sir Robert Wilson.

Mariane Corazza, Agência Indusnet Fiesp