Nanotecnologia revoluciona tratamento de efluentes têxteis - CIESP

Nanotecnologia revoluciona tratamento de efluentes têxteis

Uma pesquisa inédita na Unesp, financiada pela empresa Canatiba Têxtil, de Santa Bárbara do Oeste, deverá provocar uma revolução nas tecnologias de tratamento de efluentes na indústria têxtil, especialmente na remoção da cor nas águas residuárias.


“À medida que as pesquisas acadêmicas avançam, vemos na catálise fotoeletrônica, apoiada à nanotecnologia, um processo economicamente viável na remoção de cor nos efluentes têxteis”, afirmou Jacques A. Conchon, um dos palestrantes no X Fórum Sesi/Ciesp de Sustentabilidade, realizado na quinta-feira (30) na Escola Senai Álvares Romi, em Santa Bárbara do Oeste.


“A cor no efluente têxtil é um dos grandes desafios no tratamento. O case apresentado abre perspectivas otimistas, porque traz resultados excelentes e mostram viabilidade econômica. Vemos aí a resposta que o próprio setor industrial foi buscar para solucionar problemas na gestão dos seus efluentes”, salientou Anícia Pio, gerente de Meio Ambiente do Ciesp.


Outra empresa têxtil, a Covolan, mostrou como reutiliza 80% das águas industriais. A empresa passou a captar água de poços artesianos em vez de usar água tratada da rede pública, projeto implantado em 2005. “A empresa capta 35 mil metros cúbicos por hora. A economia, considerando os valores atuais de cobrança pela água, representa R$ 288 mil por ano”, explicou Michevelyn Sorrilha, assessora da Covolan.


“O ganho ambiental também está na redução no lançamento. Como 80% da água fica em reúso, apenas 20% do volume captado é devolvido ao meio externo”, acrescentou. A Covolan é vencedora do I Prêmio Fiesp de Reúso e Conservação da Água, de 2006.


Fundação Cosan e Good Year


A Fundação Cosan, braço social do grupo empresarial líder na produção de açúcar e álcool no País, iniciou a segunda mesa-redonda do Fórum, mediada pelo diretor-adjunto de Responsabilidade Social do Ciesp, Luiz Fernando A. Bueno.


Os projetos de inclusão social estão distribuídos nas várias cidades onde o grupo Cosan mantém plantas industriais — Dois Córregos, Barra Bonita, Piracicaba e Tarumã, no Estado de São Paulo, e também em Jataí, Goiás.


“A Fundação vem ministrando cursos profissionalizantes para jovens das comunidades do entorno, num investimento que atinge R$1,6 milhão”, afirmou Rafaela Borges da Silva, analista de projetos sociais da Fundação.


A entidade oferece também mutirões de cidadania nas cidades onde há unidades produtivas, serviços que incluem assistência jurídica, valorização cultural e histórica dos logradouros e praças e outras iniciativas.


O segundo case de RS ficou a cargo de Miguel Dantas, gerente de Sustentabilidade e Assuntos corporativos da GoodYear do Brasil – multinacional com plantas em Americana, Santa Bárbara e na capital paulista (Belenzinho).


A política adotada no País tem servido de modelo para outras plantas da empresa no mundo. “Em nenhuma outra planta a Good Year obteve igual resultado. Desde 2007, a companhia recuperou 1,2 milhão de toneladas em pneus usados, numa média de 450 mil toneladas ano de reciclo”, sublinhou Dantas. Para cada pneu fabricado, a GoodYear recolhe um pneu usado.


O professor Claudio Tetti, diretor da Escola Senai anfitriã, mostrou que sua unidade, já certificada pela ISO 9001, está prestes a obter a certificação ISO 14000, um projeto no qual todo o corpo docente está envolvido, além de funcionários e alunos. “A construção deste prédio escolar já é um modelo sustentável. A luz natural é aproveitada em todos os ambientes. Ao mesmo tempo, esta unidade adota todas as práticas de uso eficiente de energia e dos recursos hídricos”, completou.


Rubens Toledo, Agência Ciesp de Notícias