Na contramão da crise, Petrobras apresenta plano de US$ 174 bi - CIESP

Na contramão da crise, Petrobras apresenta plano de US$ 174 bi







Foto: Vitor Salgado

José Sérgio Gabrielli (à esq.) com Paulo Skaf e diretores da Fiesp

O presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, reuniu-se nesta segunda-feira (16) com empresários da Fiesp para detalhar o plano de negócios da estatal para o período 2009-2013, anunciado em janeiro. O plano prevê investimentos de US$ 174,4 bilhões, um aumento de 55% em relação ao anterior (2008-2012).

 

“Este ano, temos um grau de incerteza maior sobre o comportamento futuro dos preços. Mas no futuro, apesar dos pessimistas, as pessoas continuarão andando de carro, e os aviões continuarão voando. Estamos num momento de crise, mas a vida vai continuar”, afirmou Gabrielli.

 

Segundo o presidente da estatal, com as novas descobertas do pré-sal, o País tem a possibilidade de dobrar as reservas atuais de petróleo em pouco tempo. “Já anunciamos em três campos – Tupi, Iara e Espírito Santo – 9,5 a 14 bilhões de óleo recuperável. As nossas reservas conhecidas, hoje, são de 14 bilhões de barris, sem considerar o pré-sal”, reforçou o dirigente.

 

Para Paulo Skaf, presidente da Federação e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp/Ciesp), o aporte anunciado pela estatal é fundamental em um momento de escassez de investimentos, em decorrência da crise financeira.

 

“É um plano que a Petrobras anuncia com bases sólidas, importante para fomentar as cadeias produtivas e sentirmos segurança. A possibilidade de chegarmos a 100 bilhões de barris [de óleo equivalente] em reservas divide o Brasil em antes e depois do pré-sal”, declarou o líder empresarial.

 

Investimentos
Dos US$ 47,9 bilhões adicionados ao plano atual da estatal, 77% (US$ 36,6 bi) serão destinados à atividade de exploração e produção de petróleo, sendo US$ 29,6 bilhões investidos no pré-sal. “Nessa indústria, é como andar de bicicleta. Se parar de pedalar, você cai. Não podemos parar de investir”, argumentou Gabrielli. “Se há possibilidade, se é rentável, se tem condições técnicas e pode se pagar, por que não fazer?”, questionou.

 

Segundo o dirigente, a Petrobras não tem nenhum desafio tecnológico no pré-sal. “Nós não conhecemos, no entanto, como funcionam os reservatórios, como se comportarão produzindo”, disse. A estatal vai iniciar a produção em um teste de longa duração no campo de Tupi, na bacia de Santos, para traçar um desenho de produção que minimize a necessidade de investir na área.

 

“O conhecimento dessa dinâmica vai nos levar a reduzir o número de poços perfurados, e consequentemente aumentar ainda mais a rentabilidade, que hoje já é viável aos preços atuais [cerca de US$ 40/barril]”, garantiu Gabrielli. A meta da Petrobras é que a produção na camada pré-sal seja de 1,8 milhão de barris por dia em 2020.

 

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Mariana Ribeiro, Agência Ciesp de Notícias