Miguel Jorge diz que governo agirá quando necessário para blindar o Brasil contra a crise norte-americana - CIESP

Miguel Jorge diz que governo agirá quando necessário para blindar o Brasil contra a crise norte-americana

 

Enquanto o ministro Miguel Jorge pede cautela, Paulo Skaf pede medidas “eficazes” do Banco Central

 
O ministro da Indústria, Desenvolvimento e Comércio Exterior, Miguel Jorge, disse nesta segunda-feira (6) que o governo está “acompanhando de perto” o desempenho da liquidez do País para evitar que a crise norte-americana abale o sistema de concessão de crédito no Brasil.

O ministro também tentou acalmar os ânimos dos exportadores, ao dizer que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) irá “irrigar” o setor com novas linhas de financiamento. Ao ser questionado sobre a concessão de crédito à pessoa física, Miguel Jorge assumiu que houve uma redução, mas não acredita que seja algo progressivo.

“Antes de qualquer atitude, temos que esperar a poeira baixar […] O governo agirá quando for necessário”, informou o ministro, durante o lançamento de um caderno com propostas para modernizar o setor da Construção Civil, na sede da Fiesp, que contou com a presença do presidente do BNDES, Luciano Coutinho, e da secretária de Habitação, Inês Magalhães.

Na avaliação do presidente da entidade, Paulo Skaf, a crise norte-americana vem, de fato, preocupando diversos países, mas reconheceu que o Brasil ainda não sentiu o impacto, resultado, de acordo com ele, dos bons índices econômicos que o País apresentou nos últimos anos. No entanto, ele acredita que algumas medidas precisam ser feitas de imediato, para evitar que a crise contamine o sistema financeiro do Brasil.

De acordo com Skaf, o Banco Central (BC) tem a grande responsabilidade de adotar medidas para evitar que o sistema financeiro brasileiro entre em bancarrota. “O Banco Central não pode nem pensar em aumentar a taxa de juros, além de ter condições de realizar medidas, a qualquer momento, para proteger nosso sistema financeiro” disse Skaf. “Sinceridade, tranqüilidade e equilíbrio não são suficientes para blindar o País”, acrescentou.

 
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Fábio Rocha

Agência Indusnet Fiesp
06/10/2008