Micro e pequenas empresas paulistas fecham 2007 com alta de 4% na receita - CIESP

Micro e pequenas empresas paulistas fecham 2007 com alta de 4% na receita

 

O diretor superintendente do Sebrae-SP, Ricardo Tortorella, apostou em um crescimento de 4% na receita das micro e pequenas empresas paulistas em 2007, o que denotaria o melhor desempenho das MPEs de São Paulo nos últimos cinco anos. E ele acertou. O resultado positivo tem como base, principalmente, os empreendimentos do interior, que apresentaram uma expansão de 8%.

 
As MPEs de serviços do interior lideraram o desempenho positivo da região (11,6%). Já o comércio obteve aumento de 8,9% e a indústria de 1%. O crescimento de 3,1% na comparação entre dezembro de 2007 e o mesmo mês de 2006 no total de pessoas ocupadas no interior paulista é outro dado que chama a atenção, uma vez que, no estado, esse índice foi de 0,1%.
 
O ritmo de expansão do interior de SP se deu também no quesito gasto total com salários, cuja variação foi a mais alta do estado, de 18,2% na comparação entre dezembro do ano passado e dezembro de 2006. A conclusão é da Pesquisa Indicadores Sebrae-SP, divulgada nesta terça-feira pela entidade.
 
ABC
Outra região que também se destacou foi a do ABC, onde o faturamento das MPEs aumentou 6,6% no ano passado, ficando apenas um pouco abaixo da média do interior. Em 2007, o faturamento médio das MPEs do ABC foi de R$ 225 mil, superando o município de São Paulo (R$ 219 mil), a Região Metropolitana de São Paulo (R$ 213) e o interior (R$ 182 mil).
 
Na análise setorial, as indústrias do ABC registraram alta de 13,4% e as empresas do comércio de 11,9%. Por outro lado, o segmento de serviços sofreu uma queda de 5,2%. Em termos de pessoal ocupado, na comparação entre o último mês do ano passado e dezembro de 2006, houve diminuição de 5,9%, causada principalmente pela performance negativa das MPEs de serviços.
 
O resultado pode ser explicado pelo aumento da concorrência registrado no setor, pelas reduções nos preços praticados pelas empresas e pela tendência das novas empresas de serviços de ficarem cada vez mais enxutas. A surpresa é que o rendimento médio do trabalhador na região do ABC superou todas as demais regiões: R$ 1.307 (contra R$ 1.301 no município de São Paulo, R$ 1.282 na região metropolitana e R$ 1.079 no interior).
 
Análise da capital e RMSP
No município de São Paulo, houve expansão de 1% no faturamento dos empreendimentos, o que coloca a região em posição inferior às demais localidades. Entretanto, o faturamento médio anual continua acima da média do estado (R$ 197 mil). Por setores de atividade, o comércio registrou crescimento de 9,3% e indústria de 0,6%. O setor de serviços, no entanto, amargou desaceleração de 9,3%. Já no quesito pessoal ocupado, houve queda foi de 1,5%.
 
A Região Metropolitana de São Paulo, que engloba 39 cidades, apresentou o nível de expansão mais modesto, de apenas 0,6%, no ano passado. No comércio, foi obtido um aumento de 8,2%, e na indústria de 2,1%. Nos serviços, todavia, a redução foi de -11,3%. Apesar do pouco avanço, o valor médio do faturamento é de R$ 213 mil.
 
Para o Sebrae-SP, um dos motivos é a grande expansão do número de empresas do setor, o que acarreta maior concorrência. Além disso, em alguns segmentos, como o de transportes e habitação, os preços foram reajustados abaixo da inflação.
 
Melhor desempenho desde 2002
O revés observado no setor de serviços não foi suficiente para minar o crescimento das MPEs do estado de São Paulo, que tiveram o melhor resultado desde 2002, em termos de nível de faturamento. A média de ganho no ano foi de R$ 197,310. Já a estimativa é de que a receita total tenha sido de R$ 261,7 bilhões, o que representa um aumento de R$ 10,1 bilhões ante 2006.
 
Em 2007, uma taxa de crescimento de 4%. Nos anos de 2004, 2005 e 2006, o avanço havia sido de +4,3%, +2,9% e -3,5%. A pesquisa foi realizada com 2,7 mil micro e pequenas empresas do comércio, da indústria de transformação e de serviços. A amostra é representativa das mais de 3,1 milhão de MPEs do comércio (57%), da indústria de transformação (11%) e de serviços (32%), que representam 98% das empresas formais.
 
"Em 2006, os juros elevados e a concorrência dos produtos importados haviam prejudicado o desempenho das pequenas empresas. Em compensação, em 2007, o cenário de inflação em baixa, queda dos juros, recuperação da renda do trabalhador e o aumento das opções de crédito ao consumidor levaram à ampliação do consumo das famílias", explica o gerente do Observatório das Micro e Pequenas Empresas.
 
"Além das variáveis macroeconômicas terem contribuído para o bom desempenho em 2007, a aprovação da Lei Geral ajudou a criar um ambiente mais otimista para os pequenos negócios. E esse ambiente deverá ser ainda mais favorável em 2008, a medida em que vários itens da lei, como as compras governamentais e o maior acesso à tecnologia, sejam regulamentados no estados e nos municípios", afirma Tortorella.
 
2008
No primeiro mês de 2008, os empresários do setor continuam com suas expectativas em alta. A pesquisa indicou que um total de 47% de entrevistados esperavam que o faturamento da empresa se mantenha estável nos próximos meses, enquanto 43% apostavam em aumento da receita.
 
O estudo completo está disponível no site do Sebrae-SP, clicando em "Conhecendo a MPE", seção "Indicadores".
 
Fonte: InfoMoney
 
Agência Ciesp de Notícias
13/02/2008