Michelle Bachelet defende Brasil para Conselho de Segurança da ONU - CIESP

Michelle Bachelet defende Brasil para Conselho de Segurança da ONU







Anderson T. Ferreira

BACHELET – “Se nós, emergentes, quisermos contribuir para a construção de acordos internacionais, teremos que redefinir e ampliar a perspectiva global.”

Com discurso baseado no argumento de que a crise na economia global coloca os países emergentes diante de uma nova fase da política internacional, a presidente do Chile, Michelle Bachelet, defendeu a entrada do Brasil no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (CSONU).

“Brasil e Chile têm insistido há muitos anos na necessidade de fortalecer organismos multilaterais. E reitero o compromisso do meu país em reconhecer o Brasil como um emergente muito poderoso no mundo que deve ter um assento permanente no Conselho de Segurança”, afirmou Bachelet, durante o Encontro Empresarial Brasil-Chile, realizado na sede da Fiesp, em São Paulo, nesta quinta-feira (30).

O CSONU tem poder para autorizar ações internacionais, entre elas: sanções econômicas e envio de forças armadas para solucionar conflitos. É formado por 15 países, sendo 5 deles membros permanentes (China, Estados Unidos, França, Grã-Bretanha e Rússia) e os demais rotativos. A ampliação do número de assentos é um dos principais itens da agenda externa brasileira desde o início dos anos 1990, quando do fim da Guerra Fria.

Oportunidade histórica
Para a mandatária chilena, os países emergentes precisam estabelecer uma “agenda política clara e com objetivos bem definidos” para participar de discussões em um novo cenário da geopolítica pós-crise.

De acordo com Michelle Bachelet, a turbulência econômica coloca as nações em desenvolvimento “diante de uma oportunidade sem precedentes para influenciar na capacidade e responsabilidade da política internacional”.

“Se nós, emergentes, quisermos contribuir para a construção de acordos internacionais, teremos que redefinir e ampliar a perspectiva global”, indicou.

O tema deve ser debatido no próximo encontro dos chefes de Estado dos 12 países-membros da União de Nações Sul-Americanas (Unasul), que em 10 de agosto se reúne em Quito, no Equador, para que Bachelet passe a presidência rotativa do bloco a Rafael Correa.

Nivaldo Souza, Agência Ciesp de Notícias