Mega Pólo 2008: Em Cubatão, Skaf analisa economia e critica "fantasma da inflação" - CIESP

Mega Pólo 2008: Em Cubatão, Skaf analisa economia e critica “fantasma da inflação”

 

Em visita à Baixada Santista nesta segunda-feira (19), o presidente do Ciesp e da Fiesp, Paulo Skaf, comentou o excesso de preocupação com a inflação. Ele considerou que o país vive fase positiva, que permite adotar novo foco na política econômica. “Temos que mudar a prioridade do país. O Brasil atingiu a estabilidade e não podemos ficar enxergando o fantasma da inflação. Saímos de um ciclo vicioso para um ciclo virtuoso, com crescimento da demanda e da produção”, disse Skaf, durante a abertura do seminário Mega Pólo 2008 – Fórum para o Desenvolvimento do Pólo Industrial de Cubatão, realizado no município. O presidente esteve também em Santos, onde se reuniu com empresários locais.
 
Skaf avaliou as críticas contra o aumento da demanda e afirmou que o setor industrial investe para atender o mercado interno. “No Brasil, demanda virou palavra feia, mas no mundo inteiro não. Temos que mudar essa visão de que demanda assusta e não ter medo de crescer. O crescimento começa com a demanda, que atrai investimentos. Enquanto ela cresce 8%, o investimento da indústria aumenta 12%. Não há crescimento sem demanda, nem demanda sem investimento”, frisou.
 
Reforma tributária
Para o presidente do Ciesp e da Fiesp, a reforma tributária vai permitir o fim da guerra fiscal e deve ser inserida numa série de reformas estruturais que dêem fôlego ao desenvolvimento econômico. “São Paulo, por exemplo, vai perder R$ 1,5 bilhão, mas vamos acabar com a guerra fiscal. O fim dessa disputa trará benefícios para o país”, considerou.
 
Ele também ressaltou que a simplificação do sistema tributário deve ser colocada em perspectiva para atender a necessidades do Brasil e não a interesses individuais de estados ou municípios. “Temos que ter visão de país para discutirmos a reforma tributária. Se os problemas forem vistos isoladamente, não teremos o equilíbrio necessário. Nossa preocupação é acompanhar o projeto e aprimorar a introdução de temas que ficaram de fora. Por isso, apresentamos 20 emendas complementares a PEC 233/08 no sentido de melhorá-la”, declarou Skaf.
 
O presidente das entidades defendeu também a manutenção da cobrança do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) no estado de destino como medida para não engessar a atividade das empresas.Se for adotado o recolhimento na origem, uma empresa que negociar com vinte estados terá que recolher o ICMS em cada um deles, o que é inviável."
 
Skaf apontou o Fundo de Equalização de Receitas, cujo caixa inicial é de R$ 3,6 bilhões, como ferramenta para compensar inicialmente as perdas dos estados. Mas frisou a necessidade de buscar alternativas regionais de desenvolvimento sem a elevação de impostos. “Nossa expectativa com o projeto de reforma tributária é de redução de impostos. Não estamos falando em reforma para a indústria, mas para o país. O que a sociedade quer é não pagar mais impostos. O Brasil quer é desoneração”, declarou.

 

Agência Ciesp de Notícias
Nivaldo Souza
20/05/2008