Marina Silva, Christiane Torloni e Victor Fasano reúnem-se na Fiesp/Ciesp para discutir defesa da Amazônia - CIESP

Marina Silva, Christiane Torloni e Victor Fasano reúnem-se na Fiesp/Ciesp para discutir defesa da Amazônia

 

A senadora Marina Silva (PT-AC) e os atores globais Christiane Torloni e Victor Fasano estiveram ontem (28) na sede da Fiesp/Ciesp, a convite do presidente das entidades, Paulo Skaf, para discutir propostas de uma ação conjunta em defesa da Amazônia.
 
Participaram da reunião o embaixador Sérgio Amaral, que coordena os Conselhos Superiores Temáticos da Fiesp; Nelson Pereira dos Reis, vice-presidente e diretor-titular do Departamento de Meio Ambiente da Fiesp; e Walter Lazzarini, presidente do Conselho Superior do Meio Ambiente da entidade.
 
Convergência
Para Sérgio Amaral, o encontro indicou uma convergência de idéias e objetivos entre o setor produtivo, o governo e a sociedade civil, representada pelos atores, que idealizaram o “Amazônia para Sempre” – movimento contra a degradação ambiental da região, que já coletou mais de 1 milhão de assinaturas. “Em vez de ser um problema, a Amazônia é um grande ativo para o país, e para a empresa moderna que tem visão de futuro”, disse o embaixador. “Nesse campo abre-se um enorme potencial, com o aproveitamento racional da biodiversidade e a criação de uma política industrial do meio ambiente, que não é só poluir, mas desenvolver tecnologias limpas e eficientes”, acrescentou.
 
Segundo o embaixador, a Fiesp está organizando uma semana sobre a Amazônia em setembro, por ocasião do dia da árvore (21), para debater obstáculos e possíveis soluções para a região.
 
A respeito do manifesto liderado pelos atores, Christiane Torloni ressaltou a importância da tomada de consciência por parte da sociedade. “Quem assina e coloca num cadastro o seu nome, está ratificando sua nacionalidade e a cidadania, um conceito que há 20 anos atrás estava completamente comprometido”.
 
Para a atriz, outra questão que se coloca como ameaça é a possível internacionalização da Amazônia. “Nós nos unimos para conquistar nossa democracia e vamos entregar isso? Vamos ser responsabilizados por não termos sido agentes do nosso presente?”, questionou. “Estamos agora a ponto de sermos líderes mundiais em produção de alimentos, biocombustíveis e proteção ambiental. Ou então, podemos ser os maiores vilões do planeta, produzindo o maior deserto do mundo. Cabe a nós essa escolha”, sublinhou.
 
Base estratégica
Para Marina Silva, o plano de combate ao desmatamento tem três eixos estruturantes: ação contra as práticas ilegais, ordenamento territorial e fundiário e apoio às atividades produtivas sustentáveis. “Estamos num esforço de mudar paradigmas. Fazer jus à potência ambiental que somos é sermos capazes de criar uma nova narrativa para nossa dinâmica econômica”, salientou a ex-ministra do Meio Ambiente.
 
Deste primeiro encontro ainda não saíram medidas concretas, mas a possibilidade de criação de um grupo temático na Fiesp para discutir a questão da Amazônia é uma das idéias. “Vamos levantar o que existe de políticas públicas, o que existe da iniciativa privada, e o que ainda precisa ser agregado. É esse o esforço que estamos fazendo, e a Fiesp tem um grande papel na questão das práticas produtivas sustentáveis”, disse Marina Silva. “O grande desafio é desenvolver com proteção e proteger com desenvolvimento”, completou.
 
Clique aqui para conhecer o movimento “Amazônia para Sempre”.
 
Agência Ciesp de Notícias
Mariana Ribeiro
29/07/2008