Lula e Bachelet afirmam que Brasil e Chile saem da crise mais fortes - CIESP

Lula e Bachelet afirmam que Brasil e Chile saem da crise mais fortes

A certeza de que Brasil e Chile devem sair da crise financeira economicamente fortalecidos esteve nos discursos que os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Michelle Bachelet fizeram nesta quinta-feira (30), durante encontro com empresários chilenos e brasileiros realizados na Fiesp.








Anderson T. Ferreira

BACHELET – “O Brasil é visto como um ator global em ascensão”


“Ambos os países têm enfrentado bem a crise. É por isso que os empresários sabem que as distintas áreas do nosso intercâmbio comercial vão recuperar o ritmo expansivo dos últimos anos. As economias do Brasil e do Chile vão sair fortalecidas da crise, mais fortes do que a de muitos países”, afirmou Bachelet.

Lula, por sua vez, ressaltou a atuação dos governos em incentivar a atividade econômica e corrigir dicotomias sociais. “Enquanto os países ricos se deixaram levar pela promessa dos ganhos fáceis da especulação, fizemos outra aposta. Chile e Brasil optaram claramente pela economia da produção, do emprego e da distribuição de renda”, garantiu.

Esforços bilaterais
De acordo com Michelle Bachelet, a aproximação que possibilitou a corrente de comércio bilateral saltar de US$ 2,7 bilhões, em 2003, para US$ 8,9 bilhões no ano passado patrocinam o relacionamento no pós-crise. “No contexto da crise se abrem várias oportunidades para os nossos países. Podemos avançar tanto em investimentos como em intercâmbio [de produtos]. O Brasil pode aproveitar de maneira complementar as vantagens do Chile [56 acordos bilaterais]”, sugeriu.

A chefa de Estado chilena afirmou que as medidas adotadas por seu governo e o de Lula destacam os países no cenário global. “O Brasil é visto como um ator global em ascensão e o Chile como uma das economias emergentes mais sólidas. Esta é uma oportunidade extraordinária para expressarmos nosso trabalho conjunto em termos políticos, econômicos e comerciais”, avaliou.







Anderson T. Ferreira

LULA – Estratégia comercial para países em desenvolvimento é negociar entre si

Já o presidente Lula considerou o abalo no sistema financeiro mundial como uma das “coisas que nós vamos contar do passado”. Ele defendeu a teoria de que os países em desenvolvimento devem se aproximar para ampliar as relações comerciais mutuamente, ao invés de disputar mercados desenvolvidos.

“Se os iguais se derem as mãos e estabelecerem complementaridades entre si mesmos, a chance de nós ficarmos ricos é muito mais forte do que se a gente ficar dependendo de os países ricos nos tornarem ricos”, indicou.


Nivaldo Souza, Agência Ciesp de Notícias