IV CONGRESSO CJE: Crise deve ser encarada como oportunidade - CIESP

IV CONGRESSO CJE: Crise deve ser encarada como oportunidade

 

Ex-sócio do Pactual e atualmente no comando da BTG, gestora de recursos de mercados independentes, André Esteves, prega disciplina e obstinação como fatores para o êxito empresarial
 
 
 
ANDRÉ ESTEVES
Responsável pela palestra que abriu os trabalhos, André Esteves – ex-sócio do Banco Pactual e atualmente no comando da BTG, um dos mais importantes gestores de recursos de mercados independentes – pregou otimismo aos participantes do IV Congresso Paulista de Jovens Empreendedores, iniciado na manhã desta segunda-feira (17), na Fiesp.

 

“Esta é a pior crise já enfrentada pelo mundo desde a grande depressão de 1929. Mas podemos fazer desta crise o início de um novo ciclo de oportunidades. Crise é transformação”, afirmou Esteves.
 
Para o executivo, algumas lições positivas devem ser tiradas, como a nova regulação bancária que deverá nortear o funcionamento das instituições financeiras daqui por diante. “Não importa a natureza do negócio, o importante é que o banco terá de seguir uma direção bem definida e regulamentada”, assinalou.
 
O momento econômico mundial, segundo o CEO da BTG, é resultado da excessiva “financeirização” dos mercados nos últimos dez anos, aliada à prática de juros excessivamente baixos nos Estados Unidos e Europa, cujos sinais já vinham sendo dados desde os abalos registrados nas bolsas asiáticas no final da década passada. “Naquela ocasião o Brasil teve ajuda internacional. A diferença agora é que nós teremos de nos salvar a nós mesmos”, observou.
 
Trajetória
Mais jovem sócio a ingressar no Pactual, em 1993, Esteves vem cumprindo uma trajetória de sucesso no mundo financeiro. Em 2002, foi conduzido ao cargo de diretor da Febraban e, de 2003 a 2007, integrou o Conselho de Administração da BM&F.
 
Típico representante da classe médica carioca (a mãe é professora na Universidade Federal do Rio de Janeiro), Esteves defendeu o entusiasmo e a automotivação como virtudes excelentes do empreendedorismo, mas que não devem ser confundidos com aventura ou impetuosidade.
 
“A meritocracia, isto é, a premiação do talento, é a raiz de muitas empresas que dão certo”, ensinou Esteves, alertando para o emprego da disciplina e a prática de duas regras básicas do empreendedorismo. “A primeira delas é não ter medo de errar. A segunda, aprender com o erro.”

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Rubens Toledo
Agência Ciesp de Notícias
17/11/2008