IV CONGRESSO CJE: Crédito ainda não é o do patamar de setembro, mas já houve melhora, diz Meirelles - CIESP

IV CONGRESSO CJE: Crédito ainda não é o do patamar de setembro, mas já houve melhora, diz Meirelles

 

Informação foi dada pelo presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, durante IV Congresso de Jovens Empreendedores
 
 
 
MEIRELLES – BC já gastou US$ 46 bilhões para frear a desvalorização do Real
A escassez de crédito ainda é uma realidade para a indústria e o comércio, porém, a situação já não é tão ruim como a apresentada em setembro, mês do estouro da crise internacional.

A avaliação é do presidente do Banco Central (BC), Henrique Meirelles, que nesta segunda-feira (17) participou IV Congresso Paulista de Jovens Empreendedores.

“Não voltou ao patamar de setembro, está inferior, mas já há uma recuperação grande”, disse Meirelles a uma platéia atenta. “A hora é de muito trabalho, atenção, não é o momento de desânimo, mas sim de seriedade”, acrescentou, no auditório do Centro Cultural Fiesp – Ruth Cardoso, onde ocorreu o evento.

Em uma exposição de quase uma hora, Meirelles justificou a ação do BC para amenizar a crise por meio de três instrumentos:
 

Dar liquidez ao sistema, principalmente para pequenos e médios bancos, em especial de montadoras;
 
Destravar o mercado interbancário, o que beneficiará a sociedade como um todo;
 
Aprimorar o mecanismo de redesconto. Segundo ele, até o final de outubro cerca de R$ 47 bilhões foram liberados por este instrumento.

Reformas são desafio
Ao deixar claro que o Brasil não está imune à crise, o presidente do BC falou que é preciso avançar em pontos como reforma tributária e facilidade para se fazer negócios no País, além de investimentos em infra-estrutura. “São os nossos desafios em um momento como este”, avaliou.

Meirelles afirmou ainda que a autoridade monetária tem feito a sua parte para neutralizar os efeitos da recessão que se avizinha nos Estados Unidos e Europa. E citou o câmbio, embora enfatizasse que o objetivo do BC em momento algum tenha sido direcionar a taxa.

De acordo com dados apresentados por Meirelles, até o dia 14 de novembro a atuação do Banco no mercado de câmbio foi equivalente a US$ 46 bilhões. Deste total, US$ 30 bilhões foram operações de swap (inclui não rolagem de swap reverso); US$ 4,1 bilhões de empréstimos para comércio exterior; US$ 5,8 bilhões de vendas em recompra; US$ 6,1 bilhões vendas à vista (somente esta última cifra impacta nas reservas).
 

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