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Atividade da indústria em SP sobe 3,7% em setembro

Sem ajuste sazonal, o Indicador de Nível de Atividade (INA) referente ao mês de setembro apresentou crescimento de 1,9%, em comparação com o mês anterior. No acumulado de 12 meses a expansão é de 8,1%. Os dados foram divulgados pela Federação e pelo Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp/Ciesp) na tarde desta terça-feira (28/10), em coletiva à imprensa.

 
A atividade industrial cresceu 7,7% em relação ao mesmo mês de setembro de 2007, e já é considerado o segundo melhor setembro desde 2003, quando o mês registrou crescimento de 6,2%. O acumulado do ano de 7,8% também supera os resultados dos últimos três anos – só fica atrás de 2004 quando o crescimento foi de 14,3%.
 
Já o último trimestre (julho, agosto e setembro) registrou forte redução da taxa de crescimento, passando de 2,02% para 0,33%, o que mostra uma tendência de desaceleração do crescimento da indústria de transformação.
 
O Nível de Utilização da Capacidade Instalada (Nuci) da indústria paulista ficou em 83,5%. O índice praticamente fixou-se no mesmo patamar registrado em agosto, 83,7%. Já com ajuste, o Nuci registrou ligeira alta, 77,5% em setembro contra 75,0% em agosto.
 
Paulo Francini, diretor do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos (Depecon) da Fiesp e do Ciesp, esclarece que os resultados de setembro ainda não refletem os sinais da crise financeira mundial. No entanto, ele acredita que os resultados do último trimestre refletirão os efeitos da crise. “Mesmo assim, na avaliação geral do ano, os resultados tendem a ser bons”, afirmou. “O bom desempenho da economia observada nos três primeiros trimestres de 2008 devem assegurar um crescimento do PIB superior a 5%”, concluiu.
 
A Crise e o Brasil
Francini avaliou a crise mundial como grave e intensa. “Não sabemos ainda quanto tempo ela vai durar e qual sua dimensão real, pois ela ainda está em curso. O quadro ainda não se estabilizou em um patamar conhecido. Assim, ela não será breve, nem será resolvida em dias ou meses”.
 
Ele reconhece que nenhum país ficará imune à crise mundial, mas acredita que o Brasil pode aspirar ter um desempenho melhor que a média. "Mas isso não é esclarecedor. Se o mundo crescer 4% menos, podemos ter retração de 2%. Seremos melhores, porém não representa grande coisa”.
 
Desempenho setorial
Entre os setores analisados, destaque para Minerais não Metálicos, com crescimento de 4,0%; Veículos Automotores com alta de 5,3%, e Material Eletrônico e Equipamentos de Comunicação com elevação de 4,8%.

Veja o estudo completo
 

Agência Ciesp de Notícias
28/10/2008