III Congresso da MPI: Exportação das PMEs deverá crescer 10% até 2010 - CIESP

III Congresso da MPI: Exportação das PMEs deverá crescer 10% até 2010



Previsão do MDIC foi apresentada hoje durante a abertura do 3º Congresso da Micro e Pequena Indústria, que acontece ao longo do dia na Fiesp/Ciesp

O governo brasileiro quer aumentar em 1,9% ao ano o número de empresas de pequeno porte que exportam e, assim, ampliar em 10% a participação delas no mercado internacional. A informação foi um dos destaques na abertura da terceira edição do evento que está sendo realizado para este segmento da indústria, nesta terça-feira (7) na Fiesp.

Armando Meziat, secretário de Desenvolvimento de Produção do MDIC, foi enfático ao destacar que “o Congresso é uma importante oportunidade para serem debatidas políticas e medidas para o desenvolvimento das micro e pequenas empresas”. Uma dessas ações seria o aumento das exportações, conforme previsto na política industrial.

O diretor do Departamento da Micro e Pequena Indústria (Dempi) da Fiesp, Milton Bógus, acredita que “novas diretrizes serão definidas ao final do Congresso”.

Bogus lembrou ainda a importância do setor, que representa cerca de 98,5% das empresas formais do País, gera cerca de 16 milhões de empregos e detém 20% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro.

Política
O deputado estadual Vicente Cândido (PT-SP), da Frente Parlamentar da Pequena Empresa da Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo, disse que as empresas precisam consolidar as conquistas advindas com a implementação da Lei Geral do setor.

Já o deputado federal, Carlos Melles (DEM-MG), ressaltou a criação da Lei Geral das Micro e Pequenas Empresas há quase dois anos. “Ela deverá tirar da informalidade cerca de 5 milhões de pequenos negócios”.

Crise
Segundo o presidente do Sebrae-SP, Fábio Meirelles, os empresários brasileiros não devem se contaminar com a crise que atinge o mercado internacional. “O Brasil não cumpre uma política especulativa. Somos um país sério e não podemos deixar que um problema externo afete nossos interesses econômicos”, declarou.

O presidente da Federação e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp/Ciesp), Paulo Skaf, chamou os proprietários das micro, pequenas e médias empresas de “guerreiros”. “É preciso ter um espírito idealista, ser lutador”, salientou.

Skaf recordou que desde seu primeiro mandato à frente da Fiesp tem apoiado ações do setor, como a criação do próprio Departamento da Micro, Pequena e Média Indústria da Fiesp. “Ampliamos também a oferta de bolsas de estudo no Senai-SP para empresas com até 99 funcionários”, acrescentou.

Sobre a crise econômica mundial, o presidente da Fiesp e do Ciesp se revelou preocupado, porém, defendeu que “o Brasil não precisa importar esta crise”. Segundo ele, é preciso dar atenção ao mercado interno, não permitir o aumento de juros e o corte de crédito. “É preciso irrigar o mercado para minimizar os efeitos da crise”, completou.

Convênios
Durante a abertura do 3º Congresso das Micro e Pequenas Indústrias, a Fiesp firmou dois convênios de cooperação. O primeiro deles foi assinado com o Instituto Euvaldo Lodi (IEL) e o segundo com o Sindicato das Empresas de Serviços Contábeis e das Empresas de Assessoramento, Perícias, Informações e Pesquisas no Estado de São Paulo (Sescon). O objetivo de ambos é a promoção de melhorias e desenvolvimentos das micro, pequenas e médias indústrias do Estado de São Paulo.

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Lucas Alves, da Agência Indusnet Fiesp
07/10/2008