Fundo do BNDES entra em operação até o final do mês - CIESP

Fundo do BNDES entra em operação até o final do mês

Diante do cenário de crise econômica mundial, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) criou quatro produtos para que as empresas pudessem acessar o crédito:

· BNDES PSI, que oferece sustentação ao investimento com juro de 4,5% ao ano;

· Cartão BNDES, que teve seu escopo de atuação ampliado para investimentos em inovação e para compra de matéria-prima, com juro de 0,97% ao mês;

· Capital de giro, com linhas mais significativas, como a PEC;

· FGI, que é o fundo garantidor de investimentos, em operação desde junho.

Segundo o gerente do Departamento de Suporte e Controle Operacional do BNDES, Marcelo Porteiro Cardoso, a instituição já normatizou o FGI e está em fase de negociação com a rede de agentes financeiros para operar.

“Já temos quatro bancos formalizados e cerca de dez em processo de adesão. Até o final do mês o processo será concluído”, revelou o gerente, durante a discussão sobre crédito no IV Congresso da Micro e Pequena Indústria, que a Fiesp e o Ciesp promovem em São Paulo. Cardoso disse que as medidas permitiram a liberação de R$ 22 bilhões para as micro e pequenas empresas, que representam crescimento de 35%.

Alavancagem de crédito
Na avaliação do diretor do Departamento da Micro, Pequena e Média Indústria (Dempi) da Fiesp, José Antonio Cipolla, o “crédito vem de credibilidade e isto se adquire, não se impõe”. Segundo ele, a falta de garantia para conseguir crédito impede o acesso de muitas empresas. “Por isso, a Fiesp defendeu tanto a volta dos fundos de aval, que culminaram com o retorno do FGO (Fundo Garantidor de Operações)”, justificou.

Primeiro banco a operar o FGO, a Nossa Caixa realizou duas mil operações de crédito nas últimas quatro semanas, sendo que dois terços delas utilizaram o fundo garantidor, de acordo com informações do presidente do banco, Demian Fiocca. “Com as garantias foi possível criar condições melhores que os empréstimos feitos para as micro e pequenas empresas”, explicou.

Para um empréstimo simples, como uma linha de capital de giro, por exemplo, a Nossa Caixa cobrava uma taxa de juros mensal que varia entre 3,5% a 4,7%. Com o FGO, o banco pode oferecer o mesmo produto com taxa de juros mensal de 1,55% (para financiamentos em 12 meses) a 1,80% (para financiamentos em 36 meses).

A atuação em território nacional permitiu que o Banco do Brasil efetivasse 19 mil operações desde que passou a oferecer o FGO, há dois meses. De acordo com o diretor de micro e pequenas empresas do banco, Ary Joel de Abreu Lanzarin, a medida tem contribuído com a alavancagem de crédito para as pequenas e médias indústrias.

Já o superintendente regional de São Paulo da Caixa Econômica Federal, Valter Nunes, disse que o FGO representa o fortalecimento e a facilidade do crédito. “Ele é fundamental para o financiamento da produção e do consumo”, afirmou. O banco tem parceria com as 42 diretorias regionais do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp) para oferecer atendimento personalizado às empresas associadas.

Lucas Alves, Agência Indusnet Fiesp