Finep vai financiar cerca de R$ 4 bilhões em inovação até final do ano - CIESP

Finep vai financiar cerca de R$ 4 bilhões em inovação até final do ano


Desde 2000 a entidade aumentou em oito vezes volume de recursos em Pesquisa e Desenvolvimento (P&D), diz presidente da Finep

 
A Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), órgão vinculado ao Ministério da Ciência e Tecnologia, deve investir até o final do ano cerca de R$ 4 bilhões em recursos de inovação. O valor é oito vezes maior que o aplicado pela entidade em 2000 (R$ 500 milhões) em atividades para desenvolver a competitividade das empresas.
 
“Houve uma evolução no orçamento da Finep, com a criação de mais linhas de atuação e de 15 fundos setoriais”, afirmou o presidente da instituição, Luis Manuel Rebelo Fernandes. Ele participou na última sexta-feira (5) de uma reunião na Fiesp, no Conselho Superior de Tecnologia e Competitividade (Contec).
 
Fernandes explicou que a Finep quer aumentar as atividades de inovação e competitividade das empresas por meio da aplicação direta de recursos públicos não-reembolsáveis. Trata-se de um novo programa de injeção de capital nas empresas cuja aprovação obedece critérios rígidos de seleção.
 
O executivo disse ainda que os setores prioritários para receberem recursos neste ano são Tecnologia da Informação e Comunicação, Biotecnologia, Saúde, Programas Estratégicos, Energia e Desenvolvimento Social.
 
Recursos
A Finep foi criada em 1967 para institucionalizar o Fundo de Financiamento de Estudos de Projetos e Programas, criado em 1965, de acordo com informações do site entidade.
 
Posteriormente, a Finep substituiu e ampliou o papel até então exercido pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e seu Fundo de Desenvolvimento Técnico-Científico (Funtec), constituído em 1964 com a finalidade de financiar a implantação de programas de pós-graduação nas universidades brasileiras.
 
Na década de 70, a Finep promoveu intensa mobilização na comunidade científica, ao financiar a implantação de novos grupos de pesquisa, a criação de programas temáticos, a expansão da infra-estrutura de C&T e a consolidação institucional da pesquisa e da pós-graduação no País. Estimulou também a articulação entre universidades, centros de pesquisa, empresas de consultoria e contratantes de serviços, produtos e processos.
 
Lucas Alves, Agência Indusnet Fiesp
09/09/2008