Fiesp: revisão tarifária do gás deve acontecer em seis meses - CIESP

Fiesp: revisão tarifária do gás deve acontecer em seis meses

Diante da insuficiente redução feita hoje (29/5) pelo governo do estado de São Paulo na tarifa do gás natural consumido pela sociedade, a FIESP defende que nos próximos seis meses haja nova revisão no preço do produto.

“São inaceitáveis os números anunciados pela Agência Reguladora de Saneamento e Energia do Estado de São Paulo (Arsesp), muito aquém do possível e esperado por todos os consumidores. A FIESP lutou por uma tarifa justa para a população de São Paulo, e também competitiva para a indústria”, afirmou o presidente da entidade, Paulo Skaf.

A tarifa do gás natural é composta pela carga tributária, a margem de comercialização e o preço do combustível pago pela distribuidora à Petrobras. Entre 1º de janeiro e 1º de abril deste ano, o preço do gás boliviano, importado pelo Brasil, baixou 34,6%. Na combinação entre o produto comprado no Exterior e no Brasil, a Comgás se beneficiou da redução de 23,5%.

“Esta redução sequer foi, como se poderia esperar, repassada ao consumidor na média dos novos preços”, reclamou Skaf.

Quanto à margem de distribuição — composta pelos custos operacionais, pelos investimentos, pela base de remuneração e pela projeção de consumo — a FIESP lamenta que a Arsesp não tenha aproveitado a oportunidade para atender os interesses da população, reduzindo ainda mais o preço do produto. Afinal, o estado de São Paulo tem a mais alta tarifa de gás natural do Brasil.

Há sérias divergências sobre o critério para remunerar o capital da concessionária, com base no fluxo de caixa descontado e não na valoração dos ativos, como prevê o contrato de concessão.

“O estado de São Paulo tem a obrigação de atuar com transparência, esclarecendo esta dúvida através de um debate amplo, baseado em estudos técnicos”, comentou Skaf, para quem a tarifa deve ser revista, no mínimo, em seis meses.

Agência Ciesp de Notícias