Fiesp pede redução de 48% na tarifa do gás natural - CIESP

Fiesp pede redução de 48% na tarifa do gás natural

A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) pediu, nesta sexta-feira (15/5) à Agência Reguladora de Saneamento e Energia do Estado de São Paulo (Arsesp), a redução de 48% do preço do gás natural. O pedido foi feito pelo diretor de Energia da Fiesp, Carlos Cavalcanti, durante Audiência Pública realizada para discutir a revisão tarifária dos serviços de distribuição de gás canalizado da Comgás.

“Estamos vivendo um processo de desequilíbrio no mercado de gás natural, com um modelo de concessão absolutamente falido”, criticou Cavalcanti ao se referir à queda de 37,5% observada no volume de gás industrial distribuído no Estado, no período de maio de 2008 a março deste ano.

De acordo com os estudos realizados pela entidade, três fatores foram determinantes para esta queda: o cenário de crise econômica mundial, o reajuste extraordinário do preço em 19% concedido pela Arsesp em dezembro do ano passado, e a maior competitividade do óleo combustível.

Hoje, o preço do gás no Brasil custa cerca de três vezes mais do que a média mundial e a tarifa do estado de São Paulo é a mais cara do País. Apesar da queda recente do preço do gás boliviano, não foi feito o repasse para o mercado interno.

Segundo a Comgás, seriam necessários aproximadamente cinco anos para voltar aos volumes comercializados no final de 2008, enquanto a Arsesp prevê uma recuperação lenta, mas contínua deste mercado. A Fiesp, por sua vez, projeta um crescimento de 17% maior do que prevê a Arsesp para o setor em 2014. Com base nestas informações, a agência reguladora também propõe reduzir em cerca de 8%, em média, na margem de distribuição da Comgás, enquanto a Federação defende uma queda de 25%.

De acordo com o Balanço Energético do Estado de São Paulo de 2008, o consumo da indústria representa 83,9% do gás natural comercializado no Estado, seguido pelo setor de transportes, com 11,4%, e do residencial, com 2,3%. Do total consumido pela indústria, o setor químico absorve 22,1%; o cerâmico 14,2%; o de papel e celulose 12,9%; o de ferro gusa e aço 11,4%; o de alimentos e bebidas 9%; e o têxtil 4,2%.

A nova tarifa será anunciada no próximo dia 30 pela Arsesp.

Lucas Alves, Agência Indusnet Fiesp