Fiesp identifica oportunidades de negócios em energia nas Américas - CIESP

Fiesp identifica oportunidades de negócios em energia nas Américas

Um dos destaques do encerramento do 11º Encontro Internacional de Energia foi a apresentação dos resultados do Panorama Energético das Américas e Caribe, um estudo feito pela Fiesp em parceria com o Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA).

A pesquisa faz um diagnóstico do comércio mundial de energia e um retrato das matrizes energéticas de cada país. Para Carlos Cavalcanti, diretor do Departamento de Infraestrutura (Deinfra) da Fiesp, a energia assume papel cada vez mais relevante nas negociações internacionais, em um setor que o Brasil caminha à frente das outras nações.

“O diagnóstico que apresentamos nesse estudo ajuda as empresas brasileiras a identificarem oportunidades comerciais. Temos a melhor escala de produção de biocombustíveis no mundo, engenharia de processo para construir os melhores equipamentos e tecnologias para todas as áreas”, argumentou Cavalcanti.

Os números revelados no Panorama Energético mostram um intenso fluxo comercial de energia no continente e também fora dele. Em 2007, as trocas comerciais regionais atingiram US$ 218,6 bilhões e representaram 11,7% do total mundial. Se contabilizados os valores de exportação e importação extrarregionais, o fluxo alcança US$ 354,5 bilhões, ou 18,9% do comércio internacional de energia no mesmo período.

Além de identificar as vocações dos países na importação e exportação de cada energético – como a concentração de petróleo e derivados principalmente na Venezuela e no Equador, o que deve mudar com o início de exploração do pré-sal no Brasil –, o estudo mostra a relação direta entre fontes de energia e indicadores sociais.

Países com Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) mais baixo têm grande participação de lenha na matriz, enquanto os IDHs mais elevados demonstram mais investimentos em infraestrutura energética, com maior participação de eletricidade e gás natural.

Outros diagnósticos:


  • O conjunto dos países da América do Sul, Central e Caribe representa apenas metade do consumo da América do Norte. Estados Unidos são os grandes demandantes de energia da região;
  • Índice de renovabilidade das fontes energéticas: com base no consumo final de cada país, o estudo mostra que as Américas do Sul e Central têm predomínio das renováveis;
  • Índice de suficiência (produção x oferta interna bruta) identifica exportadores e dependentes de energia no continente;
  • Status da energia na região revela que o Brasil, além de ser grande consumidor, está na zona de equilíbrio na relação entre suficiência e renovabilidade.
Promoção do etanol
A produção total de etanol no mundo chegou a 80,7 bilhões de litros em 2008, um crescimento de 26,3% em relação a 2007. Em parte, este salto se deve ao aumento, em mais de 90%, da produção do combustível nas Américas – só Brasil e Estados Unidos responderam por 78,6% desse volume.

Em 2007, os dois países assinaram um memorando de entendimentos em que reconhecem interesses comuns relacionados com o desenvolvimento de recursos energéticos baratos, limpos e sustentáveis. O documento também expressa intenções de cooperação para incremento e difusão de biocombustiveis, nos níveis bilateral e global.

Mariana Ribeiro, Agência Ciesp de Notícias