Evento em Sorocaba reúne 200 empresas em rodada de negócios - CIESP

Evento em Sorocaba reúne 200 empresas em rodada de negócios

A primeira rodada de negócios em Sorocaba, concluída ontem (26) no Lar Monteiro Lobato, pode ser considerada também a maior já realizada pelo Ciesp no Estado. Participaram 195 empresas – um recorde – em mais de 4 mil entrevistas entre fornecedores e as chamadas “âncoras”, indústrias de grande porte que demandam serviços e produtos.


“Há muito esperávamos por esta oportunidade. E estamos começando muito bem”, comentou satisfeito Mario Tanigawa, vice-diretor do Ciesp de Sorocaba, ao abrir os trabalhos ao lado do secretário da Indústria e Desenvolvimento, José Dias Baptista Ferrari, e do prefeito de Itapetininga, Roberto Ramalho.


“O encontro tête-à-tête permite que pequenas empresas façam contatos diretos com profissionais que detêm poder de decisão de compra nas grandes empresas”, analisou Tanigawa. “E muitos acabaram descobrindo, com surpresa, que precisam fazer uma revisão total na sua cadeia de fornecedores”, acrescentou.


Quantos negócios serão fechados não é possível prever com precisão, diz Flávio Bandiera, diretor da Bandiera Negócios e Rodadas (BRN), parceira do Ciesp na promoção do evento. “Mas é possível projetar movimento de mais de R$ 4 milhões em negociações futuras”, afirmou.


Entre as grandes empresas âncoras participaram CPFL-Energia, Mecânica Jaraguá, ZF do Brasil, Flextronics. Entre as empresas fornecedoras de produtos e serviços, mais da metade eram do setor industrial. “Mas houve grande participação de escritórios de advocacia, consultorias de RH, empresas de segurança patrimonial e até escolas de idiomas oferecendo seus serviços”, assinalou o vice-diretor do Ciesp Sorocaba, Mario Tanigawa.


Firjan quer adotar modelo


Estão programadas, para o ano, mais uma dezena de rodadas em várias regiões do Estado. Algumas cidades já estão agendadas, como Taubaté, Bauru, Campinas e São José do Rio Preto, além de Indaiatuba, que pretende realizar o evento pela segunda vez este ano.


Ao mesmo tempo, prefeituras como a de Itapetininga e outras Diretorias do Ciesp já se mobilizam para organizar rodadas de forma independente, como a Distrital Sul, que agendou sua “Sessão de Negócios” para o próximo 16 de setembro. No encontro de Sorocaba, dois funcionários do Ciesp Sul foram ver de perto como funciona o projeto.


A própria Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) e Centro Industrial do Rio de Janeiro (Cirj) também estão interessados no modelo. “Estamos convencidas de que a estratégia é realmente fomentadora de negócios”, afirmou Gina Nesi, assessora adjunta do Cirj, que veio acompanhada da coordenadora de atendimento Isabella de Figueiredo.


Rodadas foram inspiradas em modelo argentino


As rodadas de negócios tiveram início em Campinas, organizadas pelo Ciesp local, e inspiraram-se na Feira Internacional de Córdoba (Fico), na Argentina. “Um grupo de empresários visitou a Feira em 1993, liderado pelo então prefeito José Roberto Magalhães Teixeira. Desde então passamos a organizar as rodadas de negócios em nossa cidade”, lembra Natal Martins, diretor titular do Ciesp campineiro.


Os empresários brasileiros, no entanto, não se limitaram a copiar a idéia, mas foram além, melhorando a proposta original. “Há um software específico para monitorar as entrevistas, que são realizadas segundo a ordem de agendamento, uma inteligência que requer domínio e experiência dos organizadores”, acrescenta José Henrique Toledo, coordenador do projeto na área de Produtos e Serviços do Ciesp.


Com o tempo, o projeto vem sendo aprimorado, e erros do passado hoje são evitados, como, por exemplo, a realização simultânea de Feira e Rodada. “Não é aconselhável. Um evento acaba prejudicando o outro, porque Feira é exposição de produtos, exposição de marca, em ambiente informal dos estandes. Na Rodada, o importante é o contato pessoal, o one-to-one do Marketing, em que se aproximam vendedor e comprador”, afirma Natal Martins, diretor titular do Ciesp Campinas.


O diretor da BRN, Flávio Bandiera, faz ainda uma recomendação. “Acima de 100 empresas, já é possível realizar uma rodada de sucesso. Porém, o evento não será viável com mais de 200 participantes, porque pode sair fora do controle”, completa.


Rubens Toledo, Agência Ciesp de Notícias