Especialistas internacionais participam de Conferência sobre aeroportos brasileiros - CIESP

Especialistas internacionais participam de Conferência sobre aeroportos brasileiros

A Conferência Internacional sobre Capital Privado em Aeroportos, realizada na sede da Fiesp nesta quinta-feira (23) contou, também, com a presença da especialista internacional Anne Graham (University of Westminster–Reino Unido). Ela tratou dos “Fundamentos para as Políticas de Privatização e Concessão”, além da atual onda de privatização global, citando o exemplo pioneiro do Reino Unido, em 1987.

“Há dois pontos a considerar em relação aos aeroportos: a privatização ocorre porque é necessário obter capital, além de assegurar a infra-estrutura, encorajando operações comerciais mais eficientes. A palavra-chave é financiamento”, traduziu Graham.

No Reino Unido, os aeroportos controlados pelo governo foram privatizados nos últimos 15 anos. Em compensação, nos Estados Unidos não se vê uma privatização em escala plena, devido ao relacionamento extremamente formal com as linhas aéreas e as várias regulamentações locais, o que não impede a existência de um projeto piloto em Chicago.

Anne Graham enfatizou que há modelos variados de concessão e cada aeroporto é único. Portanto, um modelo não serve necessariamente a outro.

A especialista explicou o perfil dos investidores quando da privatização dos aeroportos:

· Empresas tradicionais, a maioria européia;

· Companhias do ramo de construção, como a alemã Hochtief.

BAA e o aeroporto de Vancouver, por exemplo, que opera outros ao redor do mundo.

Meio acadêmico colabora com discussão
“Há muita pesquisa sobre privatização de aeroportos nas academias”, afirmou Bijan Vasigh (Embry-Riddle Aeronautical University, EUA), ao tratar sobre a Regulação Político-Econômica das Privatizações na América Latina e no Mundo.

Vasigh alertou que é preciso “pensar a longo prazo”, pois vários casos vão parar nos tribunais: há operadores que não conseguem gerenciar os aeroportos. Portanto, é preciso pensar nas entidades regulatórias para investimentos controlados. E aponta outros riscos: exploração monopolística, questões envolvendo segurança e serviços ruins.

Segundo Vasigh, há as dificuldades técnicas a serem superadas: a avaliação do aeroporto para concessão. “É um critério extremamente técnico, que envolve valor potencial e infraestrutura, além de outros fatores”, disse.

O lado positivo é que as empresas privadas têm mais facilidade na captação de recursos do que o setor público.

Já Steve Morris, da Parsons, ao tratar dos casos de destaque, na Europa, Ásia-Pacífico e América Latina, elencou outros fatores positivos: criação de empregos e incremento de parceiros locais.

Solange Borges, Agência Indusnet Fiesp