Em reunião na Fiesp/Ciesp, ministro do Desenvolvimento diz que setor produtivo será ouvido em Brasília - CIESP

Em reunião na Fiesp/Ciesp, ministro do Desenvolvimento diz que setor produtivo será ouvido em Brasília

 

Agência Ciesp de Notícias

A indústria de transformação está sofrendo muito com os efeitos do real sobrevalorizado, do dólar barato e das importações intensas. O alerta foi dado pelo presidente da Fiesp/Ciesp, Paulo Skaf, após reunião com o ministro Fernando Pimentel, do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. O encontro ocorreu na manhã desta terça-feira (16) na sede da entidade, em São Paulo.

Na avaliação de Skaf, o ministro entendeu o momento sensível vivido pela indústria e se comprometeu a conversar mais de perto, provavelmente na próxima semana, com os setores que tiveram a folha de pagamento desonerada. O ministro prometeu ainda levar as demandas dos empresários ao Ministério da Fazenda.

No plano Brasil Maior, anunciado pelo Governo Federal, os benefícios alcançaram quatro setores: calçados, móveis, confecções e software. Para Pimentel, é natural que se faça uma “calibragem” das medidas no momento de sua regulamentação, já que, segundo ele, elas ainda não têm formato final. “É o momento de recolher opiniões e discutir com os setores. E há um trabalho próximo com a Fiesp”, afirmou. Pimentel descartou, por enquanto, a ampliação da lista dos contemplados pelo plano do governo.

Skaf, porém, pediu atenção a outros setores com mão de obra intensiva, como o de fundição, por exemplo.

Na mesa de debates estiveram presentes temas como medidas para agilização da defesa comercial – como preços de referência – para produtos com importação aquecida nos últimos meses, como armações de óculos, escova de cabelo e pisos laminados. E, ainda, o Reintegra – a devolução de parte do valor exportado às empresas.

Paulo Skaf pediu que o Reintegra fique na casa dos 3%. O porcentual definido no plano pode variar de 0,5% a 3%. “Considerando o dólar a menos de R$ 1,60, devolver 3% não resolve, mas ajuda. Mas menos de 3% ajuda pouco”, avaliou.